Brasil Energia | Ed. 475 - Junho, 2022
46 Brasil Energia , nº 475, 15 de junho de 2022 TRANSMISSÃO Se este atraso ocorresse hoje, os pre- juízos seriam ainda maiores. De acordo com as projeções de expansão da gera- ção eólica da Aneel, alguns gigawatts estariam isolados, já que cerca 5 GW de eólicas devem entrar em operação até o final de 2022, a grande maioria concen- trada no Nordeste. Novas linhas Pelo novo planejamento, a expansão da transmissão para o próximo ciclo se dará, principalmente, na região Nordes- te, conectando ao menos três polos ge- radores identificados pelos técnicos da EPE neste sub-mercado. E, é claro, to- dos focados em energia solar e eólica. Segundo as projeções usadas pela EPE, além dos 25 GW em operação e 15 GW já contratados de renováveis para entrar em operação até 2025, mais 14 GW se- rão instalados no sub-mercado Norte/Nor- deste até 2030, no cenário mais provável. Por isso a empresa propôs ao minis- tério um conjunto total de 6.600 km de novas linhas de 500kV - para reforçar a ligação entre as regiões Nordeste e Su- deste -, além da antecipação de proje- tos já previstos para o norte de Minas Gerais, com mais 2.500 km de exten- são, por onde passam as principais liga- ções entre as regiões. A EPE também prevê a necessidade de dois linhões de corrente contínua, conhecidos como corredores expres- sos. Destes, o primeiro, com 1.440 km de extensão, tensão de 800kV e capaci- dade de 5GW, deverá estar pronto em 2028. O segundo corredor ainda está em estudos, mas deve ligar o polo ge- rador na região do Rio Grande do Norte direto a São Paulo ou Paraná, e está pre- visto para depois de 2030. “Inicialmente estimamos 4 GW de capacidade para o primeiro leilão, mas, levando em conta estimativas de ge- ração de usinas no norte do país, au- mentamos a capacidade do linhão para 5 GW,” explicou Thaís Teixeira, que faz parte da equipe de 30 técnicos atuantes no planejamento da transmissão. Mercado livre e clusterização Apesar da certeza de que o Nordeste precisa de mais robustez no escoamen- Erik Rego, da EPE: “Saímos de um planejamento reativo para um planejamento proativo” Martha Rosa Carvalho, da PSR: EPE vem mudando o planejamento desde 2015 Mario Dias Miranda, da Abrate: “Estamos promovendo a plena integração elétrica nacional”
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