Brasil Energia | Ed. 475 - Junho, 2022
Brasil Energia , nº 475, 15 de junho de 2022 47 to regional, as incertezas de uma ex- pansão, calcada pesadamente no mer- cado livre, levaram a uma busca de no- vas metodologias e ferramentas con- ceituais. Segundo os sistemas da EPE e da Aneel, as solicitações de outorgas e de conexões somam mais de 70 GW. Como a maioria deve operar no merca- do livre, não é possível precisar exata- mente quando entrarão em operação e nem a localização exata dos projetos, afetando a decisão sobre o melhor tra- çado da rede de transmissão para esco- ar esta nova capacidade Destes 70 GW, os técnicos da EPE le- varam em conta 53 GW de nova capa- cidade. “Temos muita incerteza quan- to à localização geoespacial, [que] não é determinada por estudos ou planeja- mento, mas pelos interesses dos agen- tes, que consideram os pontos com a melhor eficiência, mas também ques- tões de mercado, como a infraestrutura já existente”, explica Thaís. Para resolver este dilema, os técni- cos do departamento desenvolveram uma metodologia de clusterização (agrupamento) dos empreendimen- tos, usando o a metodologia K-Me- ans, para identificar os locais de maior agrupamento dos projetos solares e eólicos no Nordeste. Assim foram determinados alguns polos de geração na região, dividida nas áreas Norte (Piauí e Ceará), Leste (Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambu- co e Alagoas) e Sul (Sergipe e Bahia). Estas áreas receberão, respectivamente, 2.200 km de novas linhas e 3 novas su- bestações, 1.500 km de novas linhas e 3 novas subestações e 6.600 km de novas linhas e 5 novas subestações. “É a decisão de mínimo arrependi- mento com o menor custo, pois temos
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=