Brasil Energia | Ed. 476 - Agosto, 2022
Brasil Energia , nº 476, 1 de agosto de 2022 39 de postes envolve também a necessida- de do enterramento de cabos de tele- fonia, comunicação e fibra ótica, além da própria rede de iluminação pública, exigindo que esse seja um trabalho in- tegrado com os demais envolvidos no processo. E esse pode ser um proble- ma. Darcio reclama que, desde julho de 2017, a companhia vem notificando as empresas de telefonia e telecom para a remoção das suas fiações, naqueles logradouros onde já enterrou sua rede elétrica, pois só após a regularização por parte destas empresas é que a Enel pode iniciar a retirada dos postes. Fernando Mirancos, consultor e ex- -diretor da AES Eletropaulo, concorda. Em São Paulo, a rede subterrânea na re- gião central e da Paulista decorre não apenas da estética. “Ela, dado o aden- samento urbano, tem uma necessidade de densidade de carga muito alta. Ima- gina o mar de fios e o tamanho dos transformado- res em uma rede aérea. Há nesse caso uma decisão totalmente amparada em um viés técnico. Você tem uma potência por Km² muito alta”. Outros fatores limitantes são os cus- tos de implantação e manutenção: se- gundo Darcio o custo médio de imple- mentação da rede subterrânea é até 8 vezes superior ao valor médio da re- de aérea tradicional. Estudos do setor apontam que o custo de uma rede sub- terrânea pode ser de três a 15 vezes maior do que o de uma aérea. Ramon, da Light, diz que ,comparativamente, a manutenção do subterrâneo apresenta o mesmo fator multiplicador se compa- rado ao da rede aérea. Sua excelência, o reticulado Nos primórdios, a Light, embora ca- nadense, adotou para suas concessões brasileiras a mesma tecnologia que dis- Centro de treinamento em rede subterrânea da Enel
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=