Brasil Energia | Ed. 476 - Agosto, 2022
38 Brasil Energia , nº 476, 1 de agosto de 2022 DISTRIBUIÇÃO A Light, que afirma possuir a maior rede subterrânea do Brasil e da Améri- ca Latina, elenca cerca de 5,7 mil Km de cabos de média e baixa tensão; 5,6 mil transformadores com 40 subesta- ções de um total de 140 subestações. Com cerca de 11% de toda sua rede, o subterrâneo se concentra no Centro e na Zona Sul do Rio de Janeiro, além de grande parte da Barra da Tijuca e regi- ões centrais de bairros da Zona Norte, da Baixada Fluminense e do Vale do Pa- raíba. A empresa acertou, em abril pas- sado, converter fiação aérea para sub- terrânea no Centro Histórico de Vassou- ras, município do Sul Fluminense. De acordo com a Aneel, o percentu- al de redes enterradas não ultrapassa a média de 2% em todo o território na- cional. A título de comparação, a Ho- landa conta com praticamente 100% da sua rede de média tensão subterrâ- nea, e o Reino Unido com 81%, segun- do o Sycabel, sindicato francês dos fa- bricantes de fios e cabos elétricos e de comunicação. Por aqui, Rio de Janeiro e São Paulo são as cidades que apresen- tam os números mais expressivos. Fatores limitantes Ramon Marques de Aguiar, gerente do sistema de distribuição subterrânea da Light explica que a implantação da rede subterrânea segue alguns critérios, como o tipo de solo em que será insta- lada, a topografia do local e a densida- de de carga. Os locais onde há este ti- po de sistema têm em comum a grande densidade de carga, que dificulta a ins- talação de uma rede aérea. Por exem- plo, no centro da cidade, onde há gran- de crescimento vertical, é inviável a co- locação de postes com vários transfor- madores necessários para suprir aquele bairro e, por isso, a necessidade de im- plantação de rede subterrânea nesta re- gião. “É importante esclarecer que ca- so houvesse a conversão de toda a rede aérea para subterrânea, esse custo, em sua maior parte, teria que ser repassa- do aos clientes dos 31 municípios aten- didos pela companhia, conforme deter- mina a regulação da Aneel”. No mais, o enterramento de redes em áreas cen- trais, centros históricos, condomínios, bairros planejados e áreas específicas, quase sempre por motivações estéticas, é o que mantém as poucas demandas para esse tipo de rede. Falando pela Enel Distribuição São Paulo, Darcio Dias, diretor de opera- ção, conta que o padrão de rede elé- trica no Brasil é majoritariamente aéreo – mais barato e de rápida implantação, fator que historicamente permitiu ao país praticamente universalizar o for- necimento de energia elétrica à socie- dade – e que o enterramento de redes ocorre “quando o investimento é con- siderado prudente, nos termos estabe- lecidos pelo órgão regulador, visando não onerar sobremaneira as tarifas de energia, já que os custos de enterra- mento são repassados às tarifas”. O executivo esclarece ainda que o enter- ramento de redes elétricas e a retirada
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