Brasil Energia | Ed. 476 - Agosto, 2022
Brasil Energia , nº 476, 1 de agosto de 2022 43 não avançam no Brasil? Tem jeito? Na opinião de Aloisio Pereira da Silva, dou- tor em Engenharia Civil pela Universida- de Federal de Santa Catarina e pesquisa- dor do programa de pós-doutorado do Centro de Síntese Cidades Globais, do Instituto de Estudos Avançados da Uni- versidade de São Paulo (IEA-USP), além de fundador e dirigente da Infracities – Infraestrutura e Mobilidade Sustentá- vel, e que desde 1997 milita na defe- sa de cidades inteligentes, sim, tem jei- to. “Já quero adiantar que não necessa- riamente são os altos custos, mas tam- bém questões de inovação, governança e caráter jurídico, bem como a falta de uma visão holística para as cidades que impedem a ampliação do enterramento das redes”, afirma. Segundo ele, é preciso pensar e agir de forma integrada. Não adianta enter- rar a rede elétrica sem trazer junto as demais redes. E ele não fala apenas das redes que compartilham o poste, mas todas. “Tomando como base a cidade de São Paulo, não basta apenas enter- rar a rede elétrica e de comunicações, outras redes têm de ser diretamente atingidas, como gás natural, água, es- goto e drenagem. E se elas já estão lá [no subsolo] precisam ser reordenadas”. Ele alerta que, além do grande impac- to na pavimentação, tanto no momen- to da construção, e principalmente de- pois, na operação e manutenção destas redes, há um impacto muito grande na mobilidade urbana, além de gerar uma grande quantidade de entulho e consu- mo de novos materiais para recuperar este pavimento. Aloísio defende compatibilizar todas estas redes de maneira segura e susten- tável economicamente, de forma a or- denar o subsolo e aproveitar a oportu- nidade do compartilhamento na cons- trução das redes, dividindo os custos de S
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