Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022

46 Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 PETRÓLEO IMETAME A Imetame Energia, empresa brasileira de E&P, vem investindo no aumento da produção dos campos de Lagoa Parda, Lagoa Parda Norte e La- goa Piabanha, ativos do Polo Lagoa Parda, efeti- vamente transferidos para operação da empresa em outubro de 2020, quando constituiu a Imeta- me Lagoa Parda. A produção, na época em torno de 130 boe/ dia, chegou a 362 boe/dia em junho de 2022, a partir de intervenção em poços, alteração de mé- todos de elevação e sistemas de produção. A pre- visão da empresa é que o volume ultrapasse os 800 boe/dia até o final do ano. O petróleo produzido nos campos é comercia- lizado com a Petrobrás através do Terminal Norte Capixaba, localizado em Linhares (ES), e com al- guns novos clientes spot, tanto do Espírito Santo quanto de outros estados do Brasil. Sem revelar valores, a empresa comunicou que a programação é seguir intervindo em po- ços, monitorando os resultados dos poços exis- tentes e analisando potenciais novos horizon- tes produtores. Em julho de 2022, a Imetame Lagoa Parda mudou a razão social para Capixaba Energia, tendo como sócias, além da Imetame Energia, a EnP Energy Platform. ENEVA A Eneva tem planos de investir R$ 2,8 bilhões em três novas usinas a gás natural para aproveitamento do gás do campo de Azulão, assumido pela empre- sa em 2019. As termelétricas seguirão o mesmo mo- delo reservoir-to-wire utilizado no projeto Azulão-Ja- guatirica, em operação desde fevereiro de 2022. A primeira termelétrica, Azulão I, de 295 MW, já está em construção e demandará investimentos de R$ 1,3 bi- lhão. As outras duas unidades projetadas para o comple- xo são Azulão II, de 295MW, e Azulão III, de 320MW. No pico das obras de Azulão-Jaguatirica – que integra o campo à termelétrica Jaguatirica II, ins- talada em Boa Vista, de 141 MW – foram gerados mais de 2.200 empregos e atualmente mais de 400 funcionários trabalham na usina. De acordo com a Eneva, a perspectiva de des- pacho máximo de Azulão é de 13,8 bilhões de m³ de gás natural. Esse volume deve ser destinado ao atendimento de 65% da demanda da usina Jagua- tirica por 15 anos e à metade do despacho das uni- dades Azulão I e Azulão II por 15 anos. Para produzir energia, Azulão I vai exigir 1,8 milhão de m³/dia de gás para ser utilizado como insumo, en- quanto a Azulão II consumirá 1,8 milhão de m³/dia. Ao todo, o campo de Azulão possui 14,8 bi- lhões de m 3 de gás e 4,7 milhões de barris de con- densado de reservas provadas e prováveis (2P). A produção de gás em junho no campo (último dado divulgado pela ANP) foi de 475,4 mil m 3 /dia. A em- presa não divulgou os investimentos para aumen- tar a produção no campo. Polo Azulão

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