Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022
54 Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 SOLAR te, o que o SIN [Sistema Interligado Na- ciona] ainda não considera, ela já teria sido a que mais colocou potência no se- tor elétrico em 2020, com 2,8 GW, e em 2021, com 4 GW, acima da eólica, que segundo a Aneel foi a que mais acres- centou”, disse o presidente executivo da ABGD, Guilherme Chrispim. Na avaliação de Chrispim, em 2022 o crescimento deve ficar na faixa entre 7 GW e 8 GW e, em 2023, a expectativa é de, no mínimo, repetir o desempenho deste ano e, no máximo, chegar a 10 GW. Durante o próximo ano, o dirigen- te acredita que o setor ainda vai estar se beneficiando da “corrida” atual por protocolação de projetos até 6 de janei- ro de 2023, o que garante para os pro- prietários de usinas de GD os descontos no fio até 2045, como determinado pe- lo novo marco regulatório. “No caso da microgeração, as usinas precisarão estar em operação em até 120 dias e de mi- nigeração em um ano, o que fará o se- tor ainda viver o reflexo da determina- ção da nova lei em 2023”, diz. Já para os anos seguintes, de acordo com Chrispim, a expectativa é a de que o crescimento anual se estabilize, mas ain- da em níveis acima de 15%. “Nenhum setor fica muito tempo crescendo a uma taxa de 80% ou mesmo mais de 100%, como pode ocorrer neste ano”, diz. A perda dos subsídios no fio para a geração distribuída, que começa a ocor- rer de forma gradual em 2023, não deve afetar o setor, na opinião do dirigente. Segundo ele, a ABGD fez alguns levan- tamentos e concluiu que, no processo transitório, o pay back se mantém atra- Complexo de Janaúba, de 1,2 GW, já tem 309 MW instalados em Minas Gerais Danilo Verpa/Folhapress
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