Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022
Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 55 tivo. “Haverá equilíbrio por causa da so- lução encontrada para a duplicidade de cobrança do custo de disponibilidade”, diz. Com o novo marco, o pagamento do custo de disponibilidade da conta de energia se transforma em créditos para o proprietário da usina de GD. De acordo com Chrispim, os cálculos da associação sugerem que o retorno sobre o investimento de longo prazo (TIR) vai dimi- nuir um pouco, mas nada que tire a com- petitividade da implantação da GD. Segun- do ele, o pagamento de parte do custo do fio B, a partir do ano que vem até se tornar integral em 2027, vai ser equilibrado por conta da solução sobre o custo de disponi- bilidade e também por conta dos reajustes tarifários das distribuidoras, que tornam a opção pela GD sempre vantajosa. “Isso sem falar que a tecnologia solar em 2027 com certeza vai evoluir ainda mais”, diz. Centralizada O dinamismo da geração distribuída deve continuar a ser determinante, mas não tira a importância dos projetos de grandes usinas, onde a fonte é muito competitiva. Segundo Rodrigo Sauaia, da Absolar, desde 2019 os projetos so- lares disputaram seis leilões do merca- do regulado, sendo que em cinco deles apresentaram os menores preços mé- dios entre todas as fontes. Ainda de ma- neira mais representativa, a opção solar é hoje a que mais atrai o interesse de projetos no mercado livre. Esse cenário se reflete nos 59,5 GW de 1.422 projetos solares outorgados na Aneel, que devem sair nos próximos anos, dos quais 58 GW são para o mer- cado livre. Do total, 114 projetos estão em andamento e 1.301 com obras não- -iniciadas (7 paralisados). Para Sauaia, o maior tempo de ma- turação desses projetos, com proces- sos longos de licenciamento, obras e de obtenção de financiamento, fará a geração centralizada começar a ter maior peso no impulsionamento do se- tor dentro de pelo menos dois anos. “A velocidade de crescimento das usi- nas de grande porte no mercado livre vai acelerar ao longo desse período de tal modo a ter maior protagonismo na expansão da fonte”, diz. Scroffa, da Enel X: empresa vai investir em GD compartilhada Chrispim, da ABGD: GD pode acrescentar 10 GW em 2023 Sauaia, da Absolar: fonte é a que mais atrai interesse no mercado livre
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