Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022
56 Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 SOLAR Atuação nas duas pontas Aliás, as duas modalidades de gera- ção, na visão de Sauaia, não competem entre si, cada uma com suas caracterís- ticas específicas. Na verdade, essa visão de complementaridade é clara na estra- tégia de empreendedores de energia, que tradicionalmente são ligados a pro- jetos de grandes usinas centralizadas, mas que aos poucos expandem a atua- ção para a geração distribuída. A última a fazer um movimento do tipo foi a Omega Energia, geradora com vários parques de geração de ener- gia renovável, principalmente eólicos. A empresa anunciou recentemente ter assinado acordo preliminar de coinves- timento, de até R$ 250 milhões, com a Apollo, desenvolvedora especializada em projetos de geração solar distribuí- da. A intenção, segundo divulgado em apresentação de resultados pela direto- ra financeira da Omega, Andrea Sztajn, é ampliar o universo de clientes, já em 2023, com oferta de energia distribuí- da, “seguindo a nova regulamentação de GD aprovada no início do ano”. Há mais exemplos de empresas da geração centralizada com interesse em aproveitar o dinamismo da GD. O gru- po italiano Enel, por exemplo, com for- te atuação em geração e distribuição de energia, tem no seu braço de soluções de energia Enel X a estratégia. Segundo o presidente da Enel X no Brasil, Francisco Scroffa, a empresa já Evolução das fontes solar e eólica em 2022 | em GW
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=