Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022
Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 57 tem contratado 100 MW em proje- tos de GD para clientes no País, sendo 55 MW em implantação em contrato com o Banco Itaú, pelo qual serão ins- taladas 46 usinas em 14 estados bra- sileiros para atender 1.557 unidades consumidoras do banco. Embora os contratos da Enel X en- volvam outras soluções, como a eficiên- cia energética e a gestão do consumo, a geração distribuída, segundo Scroffa, é central nas propostas, por já representar um ganho econômico e ambiental para o cliente de forma imediata, com os in- vestimentos todos feitos pela Enel. Além disso, a Enel X também passa- rá a investir, de acordo com o presiden- te, em geração distribuída solar com- partilhada, a partir do fim deste ano e começo de 2023, segundo revelou o executivo à Brasil Energia . Nessemodelo de geração, já comumem algumas regiões do país, principalmente em Minas Gerais, uma usina solar fotovoltaica de até 5 MW (limite da GD) é construída para gerar créditos que são compartilhados com unidades consumidoras da mesma área de concessão em forma de cooperati- vas ou consórcios. Ao assinar os contratos, os clientes se tornam donos de cotas da usi- na e passam a pagar uma quantia mensal inferior à da fatura da distribuidora. Todo investimento e a gestão dos cré- ditos, assim como o relacionamento com distribuidoras, ficam a cargo do ofertan- te do serviço, o que ocorrerá no caso da Enel X. “É um projeto que eu gosto mui- to. O cliente pode mudar para outra ca- sa e a solução continuará com ele. Ele não precisa se preocupar se o painel so- lar quebrou, se tem que fazer a manu- tenção, e muito menos fazer o investi- mento na usina e ainda assim terá ener- gia renovável e mais barata”, afirmou. Outra empresa que também tem os pés nas duas modalidades é a francesa Voltalia, empreendedora de renováveis e que em 2019 adquiriu a Helexia, es- pecializada em GD. Segundo o CEO da Voltalia, Robert Klein, a aquisição permitiu que a Voltalia se concentrasse em empreendimentos de grande porte (o pipeline em solar en- volve 5 GW) enquanto a Helexia passou a desenvolver projetos customizados pa- ra clientes interessados em criar os seus próprios centros de serviços energéticos com projetos de geração solar distribuí- da e eficiência energética. “Dependendo do negócio e do cliente, avaliamos qual tipo de contrato será mais adequado, mas sabemos que no mercado existe um interesse por um prazo menor, possível com as usinas fotovoltaicas, prin- cipalmente para o varejo e condomínios via geração compartilhada, que viabilizam um desconto interessante”, disse. A Helexia já tem 100 MW em proje- tos contratados, sendo 87 MW com a Vivo, já instalados em 34 unidades da empresa de telefonia em vários esta- dos do país. Outros 300 MW estão no pipeline de projetos da Helexia, que coordena a instalação dos sistemas fo- tovoltaicos utilizando a estrutura de EPC da Voltalia. n
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