Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022

80 Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 TECNOLOGIA jetores), mas a revisão do EVTE poderá alte- rar esse modelo. Os poços injetores auxilia- rão o gerenciamento do sistema de produ- ção caso haja problema no enquadramento ou no escoamento do gás, o que permitirá manter a produção do óleo de 38º API. Entre os desafios do projeto de Sergi- pe, Rittershaussen destaca o volume ex- pressivo de exportação de gás para ser produzido em uma área de nova frontei- ra, sem a logística e a infraestrutura dispo- níveis das bacias de Santos e de Campos. “Vamos trabalhar em uma área isola- da do ponto de vista da Petrobras. Em Búzios, por exemplo, já temos toda uma infraestrutura funcionando, mas Sergi- pe é uma nova fronteira”, pondera o executivo da petroleira brasileira. Outros desafios do projeto, na avalia- ção do diretor, estão relacionados à lâ- mina d´água de 2,5 mil m e à classe de pressão dos equipamentos submarinos, mais alta que a dos sistemas do pré-sal. “Vamos trabalhar em um range diferente de pressão, mais alto, então teremos que tra- balhar com os fornecedores para desenvolver esses equipamentos”, reforça Rittershaussen. No que diz respeito aos volumes de pico de produção dos dois módulos, a Petrobras ainda aguarda o fechamento da revisão do EVTE para divulgar os novos indicadores do projeto. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos e aprovados apenas entre outubro e novembro, quando o bid dos FP- SOs deverá ser disponibilizado ao mercado. Raio X de Pão de Açúcar Considerado um dos projetos mais complexos do portfólio da Equinor, Pão de Açúcar conta com reservatórios úni- cos de pré-sal, sem similares em produ- ção. Com entrada em operação previs- ta para 2026, o ativo contempla ainda outros dois reservatórios satélites, Gá- vea e Seat. O gás produzido no projeto de Pão de Açúcar será escoado para a costa por um gasoduto de 200 km de extensão, com diâmetros de 24”, na parte mais profunda, e de 22”, no trecho mais ra- so, até o Terminal de Cabiúnas (Tecab). A Equinor deu início à fase de contra- tação do serviço de instalação e comis- sionamento da linha de exportação do gás, solicitando a entrega de propostas para meados de outubro. Para o diretor do projeto de Pão de Açúcar, Thiago Penna, o desenvolvimen- to do sistema envolverá uma série de de- safios, devido ao atual contexto global. Além de monetizar o gás em ummercado em plena transição, o executivo destaca que a implantação ocorrerá no momento em que o mercado fornecedor está aque- cido e enfrenta interrupções na cadeia de suprimentos, com sinais evidentes de au- mento de custos. O escopo do projeto de produção de Pão de Açúcar contará com seis poços, sendo cinco produtores e um injetor. Além do contingente firme, há expecta- tiva de que mais dois poços produtores sejam interligados futuramente para pro- longar o platô de produção do projeto. A Equinor estima que o platô de pro- dução do projeto seja de 14 milhões de m 3 /dia e que possa se manter por pelo menos 15 anos. n

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