Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022
Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 83 Sua definição técnica se explica pe- la ação concomitante que ocorre ao se colocar resíduos preparados, mistura- dos e homogeneizados nos fornos, co- mo combustíveis derivados de resíduos (CDRs). Ao se dosar no forno os CDRs, destruídos a uma temperatura média de 1.450º C, há o coprocesso: o aproveita- mento do potencial energético dos re- síduos como combustível e ao mesmo tempo a formação do clínquer, a maté- ria-prima central do cimento. “Um conceito importante do copro- cessamento é que todo o resíduo que entra no forno de cimento como CDR não gera cinzas, parte dele fica adicio- nado na estrutura cristalina do cimen- to e outra gera calor ou vapor d´água”, diz Francisco Leme, diretor executivo da consultoria W4Resources e conselhei- ro da Associação Brasileira de Recupe- ração Energética de Resíduos, a Abren. Um levantamento da W4Resour- ces aponta que o Brasil já coproces- Unidade de blendagem da Renova em Ijaci (MG)
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=