Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022
88 Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 BIOMASSA ocorre na operação pernambucana, po- derão tornar viável o coprocessamento. Investindo em várias centrais de geren- ciamento de resíduos urbanos no País, a Orizon, quando não houver essas facili- dades logísticas, deve implantar apenas a unidade de triagem mecanizada para separar os recicláveis dos aterros. Meta de emissões Além das condições estruturais, tam- bém as metas de redução de emissões de CO 2 da indústria cimenteira são apon- tadas como razão para acreditar no cres- cimento do aproveitamento dos CDRs. Em 2019, o setor publicou um Roadmap Tecnológico do Cimento que, entre su- as principais decisões, está a de usar os combustíveis alternativos como base da política de redução de emissões. O objetivo é mais do que dobrar a participação dos CDRs nos fornos de clínquer, chegando a pelo menos 55% de substituição dos combustíveis fósseis até 2050. Para alcançar a meta, segun- do o documento, o caminho será pela expansão de uso de combustíveis deri- vados de resíduos urbanos (CDRUs) e de CDRs de resíduos industriais não-pe- rigosos (classe 2), que hoje são descar- tados em aterros. Este último caso, aliás, permeia a estratégia de crescimento de empre- sas como a Renova, que hoje opera apenas com resíduos industriais peri- gosos, mas tem meta de crescer es- tendendo a venda do serviço de blen- dagem e destinação para os indus- triais e comerciais não-perigosos, em vez de passar a atuar no lixo urbano. “A nossa expertise é no mercado pri- vado e é por aí que vamos atender o previsto crescimento do setor”, disse Christiano Baccin. Mas várias outras empresas estão bastante interessadas em também apro- veitar o filão do mercado público, o que complementará a oferta que deve aten- der a demanda ambiental da indústria cimenteira nacional. n Unidade da Piracicaba Ambiental abastece forno de cimento da Votorantim, em Salto de Pirapora (SP)
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