Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022

Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 87 Além disso, há vários outros projetos em andamento, tendo em vista que a solução térmica para o lixo urbano, via coprocessamento de resíduos, pode ser alternativa menos dispendiosa para re- giões com cimenteiras próximas do que as usinas de recuperação energética (UREs) com incineração, como a que se- rá feita em Barueri. Isso porque, com fornos de cimento já estabelecidos e licenciados para a ati- vidade, não há necessidade de investi- mento em capex (elevado) como acon- tece nos projetos de UREs. “Mas a ques- tão logística, e mesmo o limite de rece- bimento dos fornos de cimento, torna a solução restrita a alguns locais”, disse Francisco Leme. Para ele, os fornos de cimento conseguiriam atender a no má- ximo 20% dos RSUs do País. Aliás, o grupo que está implemen- tando a URE Barueri, a Orizon Valori- zação de Resíduos, também está inves- tindo em uma central de preparação de CDRUs, em aterro de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Contratada à alemã Strader por R$ 70 milhões, está sendo construída em Jabo- atão uma unidade de triagem mecani- zada do lixo (para separar os recicláveis) com projeção de processar cerca de 35% do volume total de lixo do aterro, cerca de 500 mil t/ano, dos quais 100 mil t/ano serão transformados em CDRUs. Para es- ta última etapa, a Orizon investirá mais R$ 20 milhões, também com a fornece- dora alemã, em unidade especial para produzir os combustíveis renováveis, que serão vendidos a cimenteiras da região para substituir parte do petcoque. Segundo o diretor de engenharia da Orizon, Jorge Elias, há previsão também de produzir CDRUs em aterro em fase de projeto em Minas Gerais, cuja logís- tica próxima dos geradores de resídu- os e de fornos de cimento, assim como Unidade de CDR da Orizon em Paulínia (SP)

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