Brasil Energia | Ed. 479 - Fevereiro, 2023

Brasil Energia , nº 479, 10 de fevereiro de 2023 27 J á tida como praticamente certa para começar no Brasil até o fim da década, dado o número cres- cente de projetos cadastrados no Ibama, o bom andamento do decre- to regulatório e a expectativa do setor de que o primeiro leilão de cessão de área seja anunciado ainda neste ano, a fonte eólica offshore já ocupa mentes e corações de investidores da cadeia lo- gística dos futuros parques em alto-mar. E não é para menos. A logística e a in- fraestrutura portuária para os imensos componentes são itens fundamentais do capex bilionário dos parques, responden- do, em média, por 35% do custo total do investimento, pareando em importância com os desembolsos dos aerogeradores. Daí também a constatação de que, para o Brasil ser competitivo nesse mer- cado em expansão globalmente, com várias nações na disputa pelos investi- mentos, boa parte das atenções dos de- senvolvedores de projetos precisará es- tar voltada para preparar uma oferta lo- gística eficiente e de baixo custo. Nesse ponto, felizmente, segundo no- vo estudo da cadeia de valor para eólica offshore da Coppe-UFRJ, da Essenz So- luções e da Abeeólica, o país parece es- tar começando bem nessa disputa, pelo menos com base em sua oferta atual de portos para atender os futuros projetos. Brasil não precisa de novos portos, conclui estudo, mas tem que acelerar projetos para não perder investimentos para outros países e ficar sem atendimento na cadeia global de fornecedores. POR MARCELO FURTADO Implantação de parque offshore pela Seaway7, empresa da Subsea7 para serviços de engenharia e instalação de eólicas no mar

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=