Brasil Energia | Ed. 479 - Fevereiro, 2023
Brasil Energia , nº 479, 10 de fevereiro de 2023 69 po menor, ainda com a unidade na China, depois que decidimos transfe- rir a P-71 de Tupi para Itapu”, decla- rou a executiva da Petrobras. A decisão de transferir a P-71 para Itapu foi aprovada em outubro de 2020. Na ocasião, foi assinado acordo de res- sarcimento com a Shell e com a Galp, suas parceiras no consórcio de Tupi. A estratégia foi impulsionada pela avaliação de que a realocação permitiria antecipar o primeiro óleo do campo, deixando de lado a in- tenção inicial de contratar e cons- truir uma unidade nova. “Olhamos o portfólio da compa- nhia e avaliamos a aplicação no pro- jeto onde estava e em Atapu. A me- lhor aplicação para a companhia era Itapu e possibilitava ainda a antecipa- ção do primeiro óleo”, detalhou a ge- rente executiva. Na ocasião da decisão, a obra de construção do FPSO estava avançada, com cerca de 90%. A transferência de Tupi para Itapu exigiu adaptações técni- cas na planta de produção e de processo. Como Itapu tem menor teor de CO 2 e uma razão gás-óleo (RGO) mais baixa que Tupi, ainda que os fluidos cheguem à unidade com uma tem- peratura maior, foi necessário fazer adequações técnicas no trocador de calor, bomba de serviço, linhas de po- ços, skid de injeção de produtos quí- micos e substituição do flare tip. “Basicamente, hibernamos alguns módulos e removemos outros. O siste- ma de CO 2 não era mais necessário e ti- vemos que colocar outros sistemas para suportar tanto os poços de alta vazão quanto o fluido com maior temperatu- ra”, afirmou Mariana Cavassin Paes Aprendizado da P-71 A construção da P-71 foi considera- da um marco para a Petrobras. Última unidade da série de replicantes, que co- meçou com a P-66, o FPSO incorporou diversos aprendizados acumulados ao longo dos cerca de dez anos de cons- trução das outras plataformas. A avaliação da Petrobras é de que o resultado final da P-71 prepara a empresa para os desafios de novas unidades em construção no momen- to para entrar em operação. A obra de integração da P-71 foi re- alizada no estaleiro Jurong, em Aracruz, no Espírito Santo. O FPSO tem capaci- dade para produzir 150 mil barris/dia de óleo e 6 milhões de m³/dia de gás. O início da obra foi realizado no estaleiro CIMC Raffles, na China. A P-71 chegou ao Brasil em 2020, sendo levada diretamente para o es- taleiro Jurong. n Mariana Cavassin Paes, gerente executiva de Desenvolvimento de Projetos da Petrobras: Transferência da P-71 permitiu antecipar o primeiro óleo do campo
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