Brasil Energia | Ed. 479 - Fevereiro, 2023

74 Brasil Energia , nº 479, 10 de fevereiro de 2023 CONSUMIDOR e mais 26 cidades do estado. O foco fo- ram os conjuntos de motobombas, que representavam mais de 60% do consu- mo de energia da operação, e que pas- saram por inspeções de medição. Os dados apurados alimentaram mo- delos hidráulicos computacionais, os quais têm sido a base de melhorias na rede da empresa. Há ações mais simples e rápidas: como opera com conjuntos de motobombas em paralelo, a medi- ção deles permite a opção pelo mais efi- ciente, enquanto se avalia o retrofit ou mesmo a troca do sistema menos efi- ciente energeticamente. Nesse último caso, Rocha destaca que os fabricantes de motores, por exemplo, avançaram nas últimas décadas com equipamentos que ultrapassam 90% de rendimento. Estela Testa, presidente do sindicato que reúne as empresas fabricantes do setor (Sindesam), concorda com a ava- liação de Rocha e lembra que o Brasil tem mais de 100 empresas no segmen- to, muitas delas multinacionais. A exe- cutiva destaca ainda que o país – com ainda metade da meta de universaliza- ção de tratamento de esgoto – pode ti- rar proveito de novas tecnologias com maior eficiência energética. A redução de perdas na distribuição da água é outra frente que afeta dire- tamente o custo de energia, pois de- manda menos bombeamento. No ca- so da Aegea, uma vitrine da companhia é a concessionária de Campo Grande (MT), onde a média é de 19,32% con- tra a média nacional de 36,32%. É um dado que contribui para a diminuição geral dos custos de energia do grupo, 70% deles concentrados nas operações de tratamento de água e 20% nas esta- ções de tratamento de esgoto. Os 10% restantes são outros tipos de carga. Transição para mercado livre tem janelas no ano Péricles Weber, diretor de Operação da Iguá Saneamento, traz números pró- ximos aos da Aegea: as operações na área de água, que exigem muitos siste- mas de captação e bombeamento, res- pondem por entre 70% e 75% dos cus- tos de energia do grupo. A parte de tra- tamento de esgoto, principalmente os Emerson Rocha, gerente de Gestão de Energia e Eficiência Energética da Aegea: 75% da carga do grupo já é negociada no ambiente desregulado Péricles Weber, diretor de Operação da Iguá Saneamento: parte do fornecimento de geração distribuída André Nogueira Rodrigues Fernandes, da área de engenharia da BRK: inteligência artificial para reduzir o consumo de baixa tensão

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