Brasil Energia | Ed. 479 - Fevereiro, 2023
Brasil Energia , nº 479, 10 de fevereiro de 2023 9 envia seus dados sobre emissões à ANP e ao Ibama. Estes reportes de emissões são auditados por terceiros a cada três anos, seguindo as diretrizes da ISO 14064”, res- pondeu a companhia a esta reportagem. Foco em inovação na ANP No grupo de trabalho da agência pa- ra elaboração das novas normas, tem sido central o aspecto da pesquisa de desenvolvimento em inovação. O obje- tivo é destinar mais recursos para essa atividade, afirmou Tiago Machado de Sousa, assessor técnico da área de Meio Ambiente da reguladora, em um painel ocorrido no âmbito da COP27, em no- vembro. “Vemos exemplos no mundo de incentivos avançados para disponibi- lização de recursos de P&D e necessida- de de se valorizar esse aspecto do ecos- sistema de inovação”, disse o assessor, citando o caso de uma empresa dina- marquesa que deixou recentemente de ser produtora de gás para se tornar uma eólica offshore. Na crise, com preços do gás em baixa, a empresa resolveu mu- dar o foco. “É muito importante enten- der as necessidades de regulação para permitir que essa dinâmica produza os melhores efeitos econômicos possíveis no Brasil e isso passa por reconhecer as emissões e melhorar processos de re- porte, verificação de emissão de gases efeito estufa, dar transparência a isso”. O ex-diretor geral da ANP, Dé- cio Oddone, defende a normatização. “Acho que a padronização e o aper- feiçoamento são importantes para per- mitir o controle e a redução das emis- sões”. CEO da Enauta, Oddone lembra que a empresa, uma das 10 maiores pe- troleiras no Brasil, é nota B no CDP (car- bon disclosure project), um reconhecido índice no tema (as notas vão de A a D). “Isso é relevante, pois a média ge- ral para todas as companhias do setor na América Latina é nota D. Nenhuma independente brasileira possui nota no mesmo índice. Demonstra nossa capa- cidade de gestão no tema emissões de gases de efeito estufa”. A falta de um padrão e a diversidade nas informações dos relatórios de sus- tentabilidade do setor é alvo de crítica do mestre em desenvolvimento susten- tável, Ilan Zugman. “É nítido que não existe um padrão. Uma faz mais que as outras, cada uma informa de um jeito”, Planta de CCS da Northern Lights, joint venture da Shell, Equinor e TotalEnergies, em construção na Noruega
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