Brasil Energia | Ed. 479 - Fevereiro, 2023
10 Brasil Energia , nº 479, 10 de fevereiro de 2023 CLIMA E MEIO AMBIENTE afirma o especialista, diretor para Amé- rica Latina da 350org, uma organização ambiental internacional que aborda a crise climática. Em preparação A PRIO, uma das principais produto- ras de petróleo do Brasil, está preparan- do o primeiro relatório de sustentabili- dade, que abrangerá uma série de in- formações sobre as pautas de ESG, e in- cluirá seu primeiro reporte de emissão de gases de efeito estufa, certificado por auditor independente. A previsão é que esse relatório seja divulgado junto com as demonstrações financeiras anu- ais (2022), em fevereiro de 2023. “Fizemos um trabalho grande ao lon- go de 2022 com diferentes consultorias e auditoria ambiental para estarmos ple- namente preparados para atender a to- das as exigências que passarão a vigorar em 2023. Já inclusive fizemos com su- cesso um reporte à ANP referente aos dados de 2021”, informou a companhia, por meio da assessoria de imprensa. Antecipando-se às novas regras, a fran- cesa TotalEnergies e a norueguesa Equi- nor, que respectivamente estão em se- gundo e em terceiro lugar entre os maio- res produtores de petróleo do Brasil, apre- sentam dados específicos do País em seus relatórios divulgados publicamente sobre emissões e sustentabilidade. Na dianteira As emissões da Equinor no Brasil são reportadas para a ANP, apresentadas nos relatórios anuais de sustentabilida- de e auditadas interna e externamente, atualmente pela EY. “A Equinor segue os padrões consagrados na indústria para reporte de emissões. A companhia também investe em soluções digitais para o gerenciamento e o controle dos dados referentes a emissões”, respon- deu a companhia a esta reportagem. Já a TotalEnergies afirma que segue as metodologias específicas da indústria de petróleo e gás publicadas pela Ipieca (as- sociação global da indústria de petróleo e gás para assuntos ambientais e sociais), que por sua vez seguem as metodologias internacionais publicadas no Protocolo de GEE (Gases de Efeito Estufa) de 1998. Pa- ra evitar dupla contagem, esta metodo- logia é baseada no maior volume de pro- dução ou vendas na cadeia de valor de petróleo ou gás. Além disso, todos os re- latórios de emissões da TotalEnergies são revisados pela Ernst & Young, que audita as afiliadas em todo o mundo. “Além de todos os outros relatórios publicados pela TotalEnergies, no contex- to do Brasil, a empresa fornece à ANP um relatório anual de dados de emissões de GEE de suas operações locais e dados de produção e queima mensalmente”. A companhia francesa foi uma das poucas petroleiras citadas pela Transition Pathway Initiative (TPI) entre as empresas do setor capazes de se alinhar ao Acordo de Paris a partir dos compromissos anun- ciados. A TPI afirmou em estudo do ano passado que Occidental Petroleum, Tota- lEnergies e Eni estabeleceram metas de
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