Brasil Energia | Ed. 479 - Fevereiro, 2023
Brasil Energia , nº 479, 10 de fevereiro de 2023 11 redução de emissões que são ambiciosas o suficiente para atingir a neutralidade de carbono até 2050 e se alinhar com a referência de 1,5°C da TPI. Um outro estudo, da London School of Economics, também avaliou em 2021 que quase todas as grandes petroleiras mundiais não se enquadravam no Acor- do de Paris. Os autores também cons- tataram falta de informação suficiente por algumas petroleiras, bem como me- todologias inadequadas. A percepção do estudo, publicado em 2021, é de que elas planejam reduzir emissões, mas não diversificam suas ati- vidades de maneira suficiente para pro- duzir e vender menos combustíveis no prazo estabelecido. As duas únicas que teriam condições de se enquadrar seriam Shell e Occidental, com capacidade de atingir o compromisso de neutralidade em emissão de carbono em 2050. A Petrobras, que anunciou seu com- promisso com metas há pelo menos três anos e tem se esforçado para divul- gar seus esforços de descarbonização, é vista neste estudo com preocupação. A companhia, porém, reafirma que es- tá comprometida com a transição para uma economia global de baixo carbono e “planeja seus investimentos conside- rando que o Acordo de Paris terá sucesso e que a temperatura será mantida abaixo de 2º C com ambição de 1,5º C”. Alta nas emissões O Brasil registrou a maior alta de emissões de gases de efeito estufa em quase duas décadas no mesmo ano em que assumiu o compromisso de zerá-las no prazo determinado pelo Acordo de Paris, até 2050. O desmata- mento foi o principal responsável pelo aumento, com 1,19 bilhão de toneladas de gás carbônico provocadas pela des- truição dos biomas brasileiros, sobretu- do da Amazônia. Já o setor de energia, o terceiro maior emissor do País, fican- do também atrás da pecuária, emitiu 435 milhões de toneladas de CO 2 equi- valente em 2021. Foi a maior taxa dos últimos 50 anos, segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). A retomada da economia após a lon- ga quarentena imposta pela Covid exi- Ilan Zugman, diretor para América Latina da 350org: empresas estão muito longe de cumprir os compromissos Décio Oddone, CEO da Enauta: padronização e aperfeiçoamento são importantes para permitir o controle e a redução das emissões Antônio Guterres, secretário-geral da ONU, propõe tributar lucros das empresas
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