Brasil Energia | Ed. 481 - Junho, 2023
28 Brasil Energia, nº 481, 13 de junho de 2023 tecnologia offshore em termos de redução de emissões de carbono com uma expansão em renová- veis e liderança em novas tecnologias e cadeias de valor de baixo carbono”, afir- mou a companhia norueguesa em res- posta à Brasil Energia . A empresa e a Petrobras firmaram aliança estratégica para produzir no campo de Roncador, em 2018. Ronca- dor já foi um dos principais cam- pos de petróleo do País e continua en- tre os maiores pro- dutores. Referência mundial em fator de recuperação, a Equinor adotou jun- to à Petrobras uma metodologia que tem a ambição de aumentar a recu- peração do campo em 1 bilhão de bar- ris de óleo equiva- lente. A Petrobras, que bem antes do declí- nio de produção de petróleo na bacia de Campos adotou programas de recu- peração justamente para prolongar a vi- da útil desses campos, já colhe os re- sultados. Com os projetos aprovados nos últimos anos para Roncador, deze- nas de novos poços serão implantados. “Outras oportunidades devem surgir, pois foi realizada uma sísmica 4D no campo em 2022, além da previsão de aprovação de outras duas campanhas para os próximos anos e um poço de aquisição de dados de reservatórios, com objetivo nos carbonatos do Albia- no e do Pré-sal”, explicou a Equinor. Ao combinar experiências, as com- panhias têm trabalhado para otimizar as estratégias de drenagem e configu- ração de poços, além de otimizar solu- ções subaquáticas de superfície e prá- ticas de integrida- de para aumentar a eficiência opera- cional e estender a vida útil do campo para 2052. Com a drenagem e a con- figuração dos po- ços otimizadas, as empresas querem impulsionar a re- dução de custos e aumentar a recu- peração com cam- panhas de perfu- ração com sonda dedicada. A Prio também contou à Brasil Energia um pouco de sua experiência com tecnologias de aumento de re- cuperação, criando valor e aumentando a vida útil de campos de petróleo. Um exemplo pode ser visto no Projeto Fê- nix, que interligou os campos de Polvo e Tubarão Martelo. “A validação técnica, os desafios tecnológicos e a mobilização de recur- sos para fazer essa conexão não são triviais e foram inéditos em águas bra- “A média mundial do Fator de Recuperação é de cerca de 35%. No Brasil, não passa de 20%”
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