Brasil Energia | Ed. 481 - Junho, 2023
sileiras. O sucesso e os resultados po- sitivos nos motivaram a alçar um so- nho ainda mais alto e colocar em prá- tica o projeto de interligar os campos de Frade e Wahoo para produção pe- lo FPSO já existente no campo, sendo esse o primeiro subsea tieback realiza- do por aqui (primeiro óleo previsto para 2024)”, afirma o diretor de Operações, Francilmar Fernandes. A petroleira espera um aumento de 5 a 10% no volume acumulado de óleo ao longo da vida útil de cada um dos cam- pos que opera. “O nosso modelo de negócio, focado em adquirir ativos maduros e torná-los novamente economicamente viáveis, é baseado em processos de incremento de produção dos campos e de redução de custos para deslocar o “breakeven” do ativo para um tempo futuro, amplian- do a sua vida útil e criando valor”. As técnicas de Recuperação Avança- da de Óleo (EOR, na sigla em inglês) têm um grande potencial na indústria do pe- tróleo e gás por meio de processos tér- micos, injeções de gás, de CO2, micro- biana e química, por exemplo. Atualmente, a Prio tem qualificado algumas tecnologias de EOR para os campos, incluindo polímeros, emul- sões, químicos etc. Tecnologias de recuperação Os primeiros incentivos a essas téc- nicas nos Estados Unidos ocorreram na década de 70, por causa das duas cri- ses do petróleo. A China reduz cerca de 30% dos tribu- tos para produção de petróleo com uso dessas tecnologias. O Canadá também oferece incen- tivos governamentais, que variam de acordo com o estado. Em Saskat- chewan, por exemplo, há redução de royalties e taxas sobre produção, além da destinação de créditos de royalties – 30% das despesas com pesquisa – para projetos de injeção de CO 2 ; enquanto em Alberta há re- dução de royalties para projetos se- lecionados. A Noruega e o Reino Unido fazem o mesmo para investimentos em cam- pos maduros, sendo possível deduzir os custos antes das taxas sobre as receitas. No Brasil, as melhores práticas da in- dústria do petróleo preconizam a maxi- mização econômica do fator de recu- peração (FR) segundo regulamentação brasileira, que estabelece busca contí- nua por essa maximização. A ANP, em 2020, reduziu a taxa- ção de royalties para campos madu- ros para estimular a indústria a inves- tir mais em técnicas de aumento de recuperação. No Brasil o fator de recuperação (FR) deixa a desejar. “O FR no mundo é de cerca de 35%. No Brasil, não passa de 20%. Precisamos e devemos usar toda tecnologia possível para recu- perar o petróleo dos campos exis- tentes. Afinal, o petróleo mais barato é aquele que já foi descoberto”, afir- ma diretor presidente da Enauta, Dé- cio Oddone, A ANP estima que apenas um ponto percentual a mais no fator de recupe- ração é capaz de aumentar a produção em dois bilhões de barris. Brasil Energia, nº 481, 13 de junho de 2023 29
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