Brasil Energia | Ed. 481 - Junho, 2023

parceria fortaleceu a governança ope- racional de redução de CO 2 e KPIs (indi- cador-chave de desempenho) em linha com o que foi estabelecido no Acordo de Paris”, diz a Equinor. | Peregrino Em Peregrino, onde a Equinor é ope- radora e parceira da Sinochem, des- de 2011 contabiliza-se mais de 210 milhões de barris de óleo produzidos. Após cerca de dois anos de parada na produção para manutenção e repa- ros técnicos, a pressão dos reservató- rios nas áreas drenadas pelas platafor- mas A e B foi recarregada por um “forte aquífero”, o que, nas palavras da petro- leira norueguesa, contribuiu significati- vamente para o aumento da produtivi- dade dos poços. Os investimentos de- dicados à instalação de uma nova pla- taforma (Peregrino C) e ao extenso pro- grama de manutenção, modernização e reparos contribuíram para o aumento da capacidade do campo e para a melho- ra na intensidade de emissões do ativo. Com o desenvolvimento da Fase 2, a vida do campo foi estendida para 2040, além do adicional de 250 a 300 milhões de barris de óleo. “Pretendemos dimi- nuir pela metade as emissões de CO 2 por barril no restante da vida do cam- po”. A nova plataforma conta com ins- talações de perfuração, bem como um novo gasoduto que importa gás para a plataforma, para substituição do diesel na geração de energia. Um dos projetos atualmente em fa- se de estudos em Peregrino prevê a in- jeção de polímero como um método de recuperação avançada no campo. A im- plementação de um projeto piloto de in- jeção de polímero em um campo offsho- re em produção é importante para com- preender a relação entre a injeção ótima de polímero e a recuperação de óleo in- crementada em escala de reservatório. | Fazenda Malaquias Um relatório da ANP relata que, como estudo de caso, a Petrobras (UO-RNCE) apresenta também o projeto Powerwa- ve, o qual se dá pela injeção pulsante de água no campo terrestre de Fazen- da Malaquias, iniciado em meados de 2015, que consiste na geração de ci- clos de abertura e fechamento da pas- sagem da água injetada, gerando ondas de pressão que se propagam pela água e pela rocha reservatório. “Os possíveis efeitos do Powerwa- ve são monitorados nas curvas de pro- dução de óleo e água. Na injeção pul- sada, os pulsos provocam a expansão dos poros, proporcionando uma melhor distribuição dos fluidos injetados e di- minuindo os possíveis fingers de uma injeção tradicional”. Peregrino C, da Equinor: Fase 2 estendeu vida do campo até 2040 Brasil Energia, nº 481, 13 de junho de 2023 31

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