Brasil Energia | Ed. 481 - Junho, 2023

56 Brasil Energia, nº 481, 13 de junho de 2023 inovação nhamento do ritmo de construção com o do processo fundiário. Se há uma difi- culdade de negociação com o proprie- tário das terras em determinada área, a obra pode avançar em locais onde isso não acontece. “É até possível usar as duas para pe- quenos ajustes na rota de ativação das torres e linhas, evitando áreas com dis- puta fundiária”, detalha Granadeiro. A combinação também pode ser um recurso da gestão de ativos, sendo que as tecnologias passam a informar a área de facilidades, que é uma tendên- cia nova nas concessionárias. As trans- missoras usam mais o GIS para essa função. Nas distribuidoras, o BIM é o mais adotado para gerir equipamentos de subestações, entre outros. Amodelagemde informação da cons- trução tem sido ainda a base para o es- caneamento do andamento da obra e também para o monitoramento de pos- síveis invasões da área de domínio das torres. “Em casos mais sofisticados po- de-se usar o escaneamento para veri- ficar a temperatura dos fios, para ativi- dades de manutenção em linhas opera- cionais”, complementa o especialista. Como os ganhos não se limitam à etapa de construção das linhas, Gra- nadeiro tem visto a tendência de com- pra das plataformas de BIM e GIS pelos proprietários dos empreendimentos. Antes, os recursos eram muito usados pelas construtoras. Em caso de manu- tenção – e agora até de ativos – as con- cessionárias têm preferido comprar as licenças e manter os recursos como seus. Esse tipo de iniciativa permitiria uma transição das fases de implanta- ção para operação sem sobressaltos. “Os empreendedores podem usar o BIM até para avaliar o histórico de entre- gas de seus parceiros de acordo com o tipo de obra em que atuaram e, inclu- sive, reduzir os riscos de cumprimento de prazos”, resume o executivo. n

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