e-revista Brasil Energia 482

Brasil Energia, nº 482, 15 de agosto de 2023 107 Três novos contratos para ativação de sistemas avançados de gestão de distribuição (ADMS) confirmam o avanço da digitalização entre as distribuidoras. Em todos os casos – Equatorial Energia, Cemig e Energia - a Schneider Electric venceu a concorrência. O pacote da Equatorial Energia envolve a ativação da tecnologia em seis das sete concessionárias do grupo, a Cemig adquiriu o ADMS completo mais o módulo Derms para gestão distribuída e a Energisa para implantação do sistema nas nove empresas da distribuidora. “A Cemig confirma que adquiriu o ADMS completo da Schneider Electric e o módulo Derms para gestão distribuída”, informou a empresa à Brasil Energia, sem dar detalhes sobre a implementação. Júlio Martins, vice-presidente da multinacional francesa no Brasil e líder da área de Digital Grid para a América Latina, adianta que o processo com a Cemig – 9,5 milhões de clientes - está sendo iniciado na distribuidora de Minas Gerais e o módulo Derms vai maximizar a conexão com fontes renováveis e elétricas, uma demanda importante para a concessionária mineira que seria a mais afetada no país pela integração de recursos de energia distribuída, com forte presença de novos parques solares, entre outras questões. Já na Equatorial, a adoção do ADMS é parte da ampliação da digitalização da companhia e uma forma de integrar e padronizar a transformação digital. Essa é a avaliação de André Barata, diretor corporativo da área de distribuição do grupo. De acordo com ele, a implantação poderá ser estendida para a mais nova concessionária do grupo, em Goiás, mas a ativação começa nas distribuidoras do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Sul e Amapá, com duração de três anos e prazo previsto de finalização para 2025. Na Energisa serão investidos R$ 125 milhões até 2026, envolvendo o sistema contratado e mais infraestrutura de data center, equipamentos, equipe de implantação, qualificação dos colaboradores e suporte. Quando ativada, a tecnologia prevê funcionalidades como coleta em tempo real de informações dos dispositivos de campo, como medidores e transformadores. Na prática, o grupo ganha agilidade no atendimento dos usuários – cerca de 8,4 milhões de clientes – ao antecipar falhas na rede. Investimentos em digitalização nem sempre são contemplados na composição das tarifas

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