Brasil Energia, nº 482, 15 de agosto de 2023 19 mente, das assinaturas dos contratos da terceira rodada de oferta permanente, de acordo com o órgão regulador. “A produção de petróleo dos campos marítimos em produção, com base nas reservas 2P, atingirão o pico antes de 2030, com declínio significativo se não houver novas incorporações de reservas, por meio de novas descobertas comerciais. O número de poços exploratórios perfurados anualmente continua baixo”, afirmou Araújo no Primeiro Simpósio Estadual de Geografia, destacando a necessidade de que novas aquisições e explorações sejam feitas. Há quatro anos, o panorama dos contratos firmados com a ANP em início da fase de exploração no polígono do pré- -sal é de queda. Em 2018, eram 12. Em 2019, 1. E, desde então, nenhuma área começou a ser explorada na região. Considerando o cenário de todas as áreas contratadas, o ano de 2022 foi o terceiro consecutivo sem a realização de levantamento exclusivo, outra comprovação da desaceleração da atividade. As estatísticas ainda revelam que, em 2011 e 2012, 269 poços exploratórios foram perfurados no Brasil. Enquanto, em 2022, foram 23. Em menos de uma década, o desempenho do segmento passou de um poço perfurado a cada dois blocos sob contrato para um poço perfurado a cada dez. Na Margem Equatorial, um único poço foi perfurado, na Bacia Potiguar. “Esse talvez seja o número mais evidente e acessível do que foi o desempenho do segmento. A gente passou por um período pandêmico, tem blocos suspensos associados a questões ambientais. Tudo isso influenciou o desempenho do segmento nos últimos anos”, explicou Montez. Ele acrescentou ainda que as bacias de Campos e Santos lideram os dados de poços perfurados. Bacias de nova fronteira “Destaca-se também o número expressivo de blocos nas bacias de nova fronteira da margem equatorial: Barreirinhas, Potiguar, Foz do Amazonas e Pará-Maranhão. Eram 41 blocos, aproximadamente 30% do número de blocos marítimos sob contrato, e mais de 27.000 km2 de área, indicando que a indústria está atenta ao elevado potencial exploratório da margem equatorial”, segundo o texto do relatório anual. Esse número expressivo de blocos na Margem Equatorial Brasileira, somado aos 43 blocos sob contrato nas bacias de nova fronteira terrestres e aos 14 blocos atualmente suspensos na Bacia de Barreirinhas sinalizam, de acordo com Montez, a necessidade de o país vencer os entraves associados às questões ambientais de forma que a exploração de petróleo e gás na MEQ possa avançar. SYMONE ARAÚJO, diretora da ANP: declínio significativo se não houver novas incorporações de reservas
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