e-revista Brasil Energia 482

52 Brasil Energia, nº 482, 15 de agosto de 2023 tecnologia e inovação (Reidi), com isenções de PIS e Cofins para aquisição de equipamentos. Esse cenário tem atraído vários grandes players do setor de energia, que começam a fazer cotações no mercado para implantar usinas solares flutuantes por todo o País. A Raízen, segundo fontes, está cotando com fornecedores 1,4 GW em UFVs flutuantes, que seriam implantadas em 23 lagos já com pareceres de acesso pedidos, a maioria deles em grandes hidrelétricas. Essas usinas envolveriam investimentos próximos a R$ 8 bilhões. Consultada pela reportagem, a Raízen afirmou que prefere não comentar o assunto. Outra empresa de energia, também segundo fontes, a Elera Renováveis, tem cotado projetos que totalizam 390 MW, para implantação em quatro lagos em PCHs de sua propriedade: duas no Rio de Janeiro, uma em Minas Gerais e outra no Mato Grosso do Sul. Seria aí um total de R$ 2,3 bilhões. Além disso, também tem consultado fornecedores da área de Itaipu Binacional, pelo lado paraguaio, com projeto de 910 MW em seu reservatório. Isso sem falar do já divulgado interesse da UHE Belo Monte em erguer flutuante em projeto de 180 MWp. Além de ser local adequado para montar as UFVs flutuantes, os reservatórios de hidrelétricas permitem a hibridização do projeto, com uso compartilhado do sistema de transmissão, o que além de facilitar a implantação da conexão torna a tarifação também compartilhada entre as duas fontes. n Usina solar flutuante de 5 MW da EDP instalada no reservatório da Alqueva, em Portugal (Divulgação EDP)

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