e-revista Brasil Energia 488

106 Brasil Energia, nº 488, 20 de setembro de 2024 bioenergia nal (mass burning) das usinas térmicas movidas a RSUs. A Ecourbis, segundo a informação, já estaria inclusive com o layout da planta na zona sul pronta. Já a outra concessionária de coleta, a Loga, vai construir UREs na zona norte e oeste da cidade (as duas empresas foram contatadas, mas não atenderam os pedidos de entrevistas até o fechamento desta reportagem). Cetesb confirma A Cetesb, em consulta da reportagem da Brasil Energia, confirmou que as empresas envolvidas nas usinas, assim como a prefeitura paulistana, já estão se preparando para os projetos e breves licenciamentos. Também o próprio órgão de controle, que desde 2009 já tem uma resolução (SMA 79) específica para licenciar UREs (fruto de intercâmbio de estudo entre técnicos da Cetesb e o estado da Baviera, na Alemanha), de acordo com o diretor de controle e licenciamento, Adriano Queiroz, se prepara para a provável maior demanda de UREs em regiões populosas, caso de São Paulo. “Fomos recentemente visitar umas plantas na Europa, na Suíça, que são muito próximas de áreas residenciais, para saber em que pé está a tecnologia. É lógico que lá tem todo o controle dos poluentes das emissões, mas foi importante ver também que, em termos de impacto paisagístico, o processo foi melhorado de uma forma que não é possível ver emissão nenhuma saindo da usina”, disse Queiroz. No momento, aliás, esse tema está em pauta no país, já que um projeto de lei (4462/19) mira proibir UREs em áreas residenciais, impondo o limite mínimo de 20 km para suas instalações. Seis licenciadas Outro sinal de que São Paulo pode puxar o mercado é o estado já ter seis projetos de usinas de recuperação energética (UREs) com licença ambiental de instalação emitidas pela Cetesb. Ao todo, as UREs licenciadas terão, quando em operação, 176,98 MW de potência instalada e capacidade para processar 6.908 toneladas por dia de resíduos sólidos urbanos. O estado de São Paulo gera pouco mais de 40 mil t/dia de RSUs. Entre todos os licenciamentos, o mais antigo, e cujas obras já estão em andamento, com previsão de entrar em operação entre o fim de 2026 e começo de 2027, é a URE Barueri, da Orizon, com 20 MW e capacidade para processar 870 toneladas por dia de RSUs da região. Já a maior licenciada é a URE Mauá, cujo projeto é para ser instalado no Aterro Lara, na cidade de mesmo nome, na região metropolitana de São Paulo. A potência instalada da usina é para 77 MW, com capacidade para receber 3 mil toneladas/dia, sendo o grupo Lara o responsável pelo projeto. Na sequência, em ordem de grandeza, está o projeto para Santos, no litoral sul paulista, que prevê URE de 50 MW, com capacidade para receber 2 mil t/dia de resíduos da Baixada Santista, incluindo Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Guarujá, Bertioga e Cubatão. A licença foi emitida em janeiro deste ano. A tecnologia é por incineração. O motivo do projeto é a região da Baixada Santista estar com capacidade de

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