e-revista Brasil Energia 488

52 Brasil Energia, nº 488, 20 de setembro de 2024 Continuação Marcelo Souza de Castro xo carbono é outra tecnologia utilizada. A digitalização e utilização de inteligência artificial, aliadas a modelos matemáticos robustos para previsões de processos otimizados, também tem grande eficácia na redução da pegada de carbono, pois podem reduzir significativamente a demanda energética. A produção de energia eólica offshore para uso local, por exemplo, em sistema de injeção atua tanto na redução do uso de energia, quanto na utilização de espaço nas plataformas. Outras tecnologias em desenvolvimento buscam equipamentos subsea que possam substituir os atuais utilizados em plataformas, reduzindo ao mesmo tempo o tamanho das plataformas e a presença humana. Num futuro próximo há a expectativa de até mesmo o processamento primário ser feito no fundo do oceano e apenas o óleo e gás serem enviados para a superfície, aumentando a eficiência dos processos e chegando ao bom sonho de não termos mais plataformas e a produção ser diretamente enviada para a costa (subsea to shore). Mas até aqui os desafios tecnológicos são imensos e problemas hoje nem observados podem se tornar importantes. Um exemplo claro de bom desenvolvimento de equipamento é o HISEP® que busca separar as correntes de líquido e gás, fazendo a reinjeção do gás no reservatório já no fundo do oceano e levando apenas o líquido à plataforma, reduzindo consideravelmente a planta de processamento primário. Em algumas partes do mundo as embarcações utilizadas já são eletrificadas, ou mesmo a hidrogênio e outros combustíveis, reduzindo aí também a pegada de carbono da produção de petróleo. Enquanto novas tecnologias de geração e armazenamento de energia para a dita transição energética são buscadas, outras empresas continuam numa corrida interessante para, de forma pragmática, tornar a produção de petróleo mais eficiente, mais segura, com menor custo e menor pegada de carbono. Não há outra forma, enquanto ainda formos tão dependentes do petróleo, e ainda seremos por um bom tempo. Precisamos de novas tecnologias para descarbonização do setor. Em futuro próximo, há a expectativa do processamento primário ser feito no fundo do oceano

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