148 Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 NOVOS MODELOS E TECNOLOGIAS EM ENERGIA o foco em eficiência financeira só muda quando a região atendida combina alta densidade de carga e índices de qualidade de rede – DEC e FEC – também acima da média. Manutenção cara Em situações como essas entram em cena as redes subterrâneas, assim mesmo no plural, porque o conceito admite várias configurações. A menos complexa acontece com a transferência do transformador do poste para debaixo da terra, criando-se um acesso para manutenção. Trata-se ainda de uma configuração que pode ser melhorada a partir de uma dupla alimentação, a partir de duas subestações diferentes (A e B), com transformadores enterrados e próximos, mas em direções opostas. O fornecimento de energia para data centers acontece com esse modelo. “Caso uma linha seja perdida durante uma tempestade, pode-se chavear a alimentação para a outra subestação”, resume Gonçalves. A arquitetura dupla não só agrega maior confiabilidade, pois elimina os postes, como também complexidade: precisa de licenciamento da prefeitura local – como os outros modelos – e maior mapeamento de outras infraestruturas. A escavação vai envolver obras que paralisam o trânsito, interferem nas calçadas e exigem conCabos para rede da Light, segunda maior rede do país, com 500 km Foto: Divulgação
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