70 Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 AÇÕES EM TRANSIÇÃO ENERGÉTICA Outro desafio é estudar de forma mais aprofundada a possibilidade de aproveitamento de reservatórios salinos, justamente os que estão mais próximos de áreas produtoras de biocombustíveis no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Etanol A Lei do Combustível do Futuro estabeleceu que a mistura do álcool anidro à gasolina, que atualmente oscila entre o mínimo de 18% e o máximo de 27,5%, poderá ser ampliada de 22% a 35%. O limite máximo estabelecido para mistura é superior ao previsto no projeto encaminhado pelo Executivo à Câmara dos Deputados, que previa um teto de 30% para a adição. Como ocorre nas definições para as outras opções verdes incluídas na nova lei, caberá ao CNPE definir como será processada essa política. Os produtores de etanol calculam que entre 2003, quando se iniciou a fabricação de carros flex, e 2023 cerca de 660 milhões de toneladas de GEE deixaram de ser emitidas para a atmosfera graças à mistura. Com a política definida para o etanol pela Lei do Combustível do Futuro, a expectativa é que novos ganhos nessa frente sejam obtidos, considerando-se que o biocombustível que tem a cana-de-açúcar como matéria-prima emite quase 90% menos CO2 que a gasolina. Isso porque um carro movido à gasolina emite, em média, 148 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado, ante 83 g de CO2 por quilômetro rodado em um veículo em que a gasolina conta com a mistura de 27% de álcool anidro. A expectativa do setor sucroalcooleiro é que esse aumento, associado a iniciativas relacionadas com a produção de SAF e de biometano, deverão moUsina de etanol da Raízen. No país, quase todos os estados produzem etanol em maiores ou menores volumes
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