Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 71 bilizar investimentos de R$ 130 bilhões no país. O Brasil produziu 35,4 bilhões de litros de etanol em 2023, dos quais 5,45 bilhões a partir do milho. Foi o melhor resultado do setor em sua história. A produção de etanol hidratado apresentou expansão de 22%, atingindo a marca de 22,32 bilhões de litros; a de etanol anidro atingiu 13 bilhões de litros, 7% a mais que na safra anterior. Essa produção permitiu a substituição de quase 50% da gasolina vendida no país. Com a mistura de 35% de etanol à gasolina, a demanda pelo biocombustível aumentará cerca de 1,3 bilhão de litros por ano, o que reduziria em até 11% o consumo de gasolina no país. Apesar da histórica hegemonia da cana-de-açúcar como matéria-prima para o etanol, a participação do etanol de milho na oferta interna vem crescendo. Na safra 2023/2024, foram produzidos 5,96 bilhões de litros de etanol a partir do milho. SAF Na cerimônia oficial em que a lei foi sancionada, um fato chamou a atenção. A previsão era que Lula assinaria a sanção à nova lei, enquanto um avião movido com o SAF, como é conhecido o combustível sustentável de aviação, pousaria na Base Aérea de Brasília, onde foi realizada a cerimônia. Essa etapa não pode ser cumprida porque o Brasil não produz o combustível e a companhia aérea responsável pelo voo não conseguiu importá-lo em tempo hábil. O vôo frustrado ilustra as dificuldades que se apresentam ao desenvolvimento do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV). A lei estabelece que os operadores aéreos serão obrigados a reduzir as emissões de GEE em suas operações domésticas por meio do uso de SAF, conforme uma escala crescente que parte do percentual mínimo de 1%, a partir de 1º de janeiro de 2027, até atingir o patamar mínimo de 10%, a partir de 1º de janeiro de 2037. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ficará com a atribuição de definir a metodologia de cálculo de verificação da redução de emissões associadas ao uso de SAF e fiscalizar O etanol terá maior participação na matriz dos combustíveis por conta de sua pegada de carbono negativa
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