Brasil Energia, nº 491, 25 de fevereiro de 2025 27 No começo dos anos 1960 o governo federal, em associação com os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Guanabara, contratou os serviços do consórcio Conambra, formado pelas empresas canadenses Montreal Engineering e G.E. Crippen Associates e pela estadunidense Gibbs and Hill, para fazer um amplo estudo do potencial energético das principais bacias hidrográficas do Centro-Sul do Brasil. A iniciativa vinha na esteira do projeto desenvolvimentista alicerçado no início da década de 1950, governo Getúlio Vargas. Na segunda metade daquela década, o governo Juscelino Kubitschek deu continuidade ao plano de infraestrutura energética, com a construção da hidrelétrica de Furnas, iniciada em 1958 e inaugurada em 1963. O relatório da Conambra, concluído em 1966, tornou-se um grande inventário do potencial hidrelétrico do país, servindo durante muito tempo como plano diretor para a expansão da fonte hidrelétrica como base da matriz elétrica brasileira. O parque gerador quase 90% limpo e renovável que o país ostenta agora começou, portanto, a ser construído muito antes da premência dessa renovabilidade trazida pelas mudanças climáticas. Um dos principais frutos do inventário feito foi a exploração do potencial da cascata do rio Grande ao longo dos seus 1.360 km entre o Parque Nacional de Itatiaia (RJ/MG) e a foz no encontro com o Paranaíba. n Marimbondo, de 1.440 MW de capacidade, é a maior das 12 hidrelétricas que compõem o complexo energético de Rio Grande Continue lendo essa reportagem em: brasilenergia/hidreletricas-agua-e-sustentabilidade/meio-seculo-de-marimbondo-maior- -usina-do-rio-grande Meio século de Marimbondo, maior usina do rio Grande Muito antes da atual premência climática, o Brasil começou a construir uma matriz quase 90% renovável. A UHE de Marimbondo completa 50 anos em 2025 e faz parte dessa história | POR CHICO SANTOS | Foto: Ferdinando Ramos / Ag. O Globo
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