e-revista Brasil Energia 491

Brasil Energia, nº 491, 25 de fevereiro de 2025 9 Qual mensagem o presidente Lula e a presidente da Petrobras têm passado para o governo do Amapá neste momento? Há um consenso sobre o petróleo na costa do Amapá. Unanimidade não temos, mas o consenso é tão majoritário que nos permite avançar. Preciso pontuar que medidas protelatórias atrapalham, mas o otimismo é muito maior, principalmente na região Norte do Amapá. É preciso dizer também que não estamos colocando todos os nossos ovos numa única cesta. Estamos realizando estudos muito importantes sobre oportunidades na área de renováveis. O primeiro ficou pronto: o atlas de todo potencial de geração de energia solar do Amapá. Nos próximos meses, sai o atlas do potencial eólico do estado e, em seguida, vem o de biomassa. A gente deve ter uma matriz de fonte fóssil, que vai se esgotar, junto com outra de renováveis. Isso dá muita segurança para a gente. Qual foi o motivo da reunião com a presidente da Petrobras, no escritório da empresa, no Rio de Janeiro? Estivemos com ela presencialmente e tenho falado com ela por telefone. Ela diz que a licença pode sair a qualquer dia e que o horizonte máximo é março. Esperamos que, após o hospital de fauna pronto, não haja nenhum tipo de medida protelatória. A Petrobras sinalizou para o governo do Amapá quando deve ser retirado o primeiro óleo da Bacia da Foz do Amazonas? No cenário mais otimista, três anos. No mais pessimista, dez anos. Eu ficaria muito feliz de ter uma produção de petróleo na costa do Amapá em cinco anos, na média. O governo do Amapá já tem alguma previsão de ganhos com royalties a partir de uma produção de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas? Como o dinheiro deve ser usado? Obviamente, não entendemos de petróleo. Por isso, estamos estudando toda experiência acumulada no Brasil e no mundo. Vamos fazer o mesmo que estados e municípios que tiveram as economias prejudicadas pela queda da produção? Não queremos repetir isso. Defendo que uma grande parte dos royalties vá para pesquisa aplicada para desenvolver produtos e negócios a partir da bioeconomia. Podemos aplicar uma parte dos recursos nas universidades, na manutenção Eu ficaria muito feliz de ter uma produção de petróleo na costa do Amapá em cinco anos.

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