e-revista Brasil Energia 493

48 Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 hidrelétricas Em dezembro de 1954, quando a usina hidrelétrica Paulo Afonso 1 (PA 1), de 180 MW, foi inaugurada, a região Nordeste dependia inteiramente da geração térmica de energia elétrica e seu abastecimento era precário, refletindo-se na quase total ausência de desenvolvimento industrial e em apagões constantes, especialmente fora das capitais. A obra aproveitava a famosa cachoeira de 80 metros do rio São Francisco, na divisa entre Bahia e Alagoas. A usina foi saudada com loas. Luiz Gonzaga, já então maior nome do forró, gravou em 1955 baião composto em parceria com Zé Dantas e quatro anos depois outro astro da música nordestina, Ary Lobo, lançava outra exaltação, esta composta pelo baiano Gordurinha. Vinte anos depois, com a inauguração da UHE Moxotó (hoje Apolônio Sales), de 400 MW, Paulo Afonso era um complexo hidrelétrico de 4.279,6 MW, abastecendo todo o Nordeste com energia limpa, farta e barata. No intervalo entre as duas vieram PA 2, em 1967, com 443 MW de capacidade, PA 3, em 1971, com 794,2 MW e a maior de todas, PA 4, com 2.462,4 MW, ainda hoje a sétima maior UHE 100% nacional. As estatísticas de carga disponíveis no site do ONS reO renascer das usinas menores do Complexo Paulo Afonso Usinas mais antigas do maior complexo gerador nordestino voltam a produzir regularmente, mas longe do que geravam até a primeira década deste século | POR CHICO SANTOS | Foto: Divulgação/Eletrobras

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=