e-revista Brasil Energia 493

62 Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 transição energética vasos, estofamentos e forramento interno de automóveis, mantas para contenção de encostas, palmilhas, divisórias, artesanatos e para adubação orgânica. Apesar disso, e da proibição determinada pela Lei Federal 12.305/2010, a presença das cascas de coco em aterros e lixões tem se tornado cada vez mais frequente, acompanhando o crescimento do consumo da água de coco no litoral. Nos lixões, a casca de coco representa um enorme problema, uma vez que, além do grande volume, sua degradação leva de 8 a 10 anos. Pecém: em busca do biocarvão A usina termelétrica Energia Pecém, localizada em São Gonçalo do Amarante (CE), está buscando nos resíduos do coco alternativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) resultantes das suas operações. Com capacidade de geração de 720 MW, a termelétrica utiliza carvão mineral para a produção de energia elétrica. Em agosto de 2024, a Energia Pecém firmou um memorando de entendimento com a Universidade Estadual do Ceará (Uece) por meio do qual investirá R$ 2,5 milhões em pesquisas envolvendo a produção de carvão híbrido, ou biocarvão, a partir da biomassa do coco. Os trabalhos vão avaliar a viabilidade da queima associada entre o biocarvão e o carvão mineral para a geração de energia. A parceria envolverá também uma avaliação do uso do biocarvão produzido a partir de resíduos de esgoto, envolvendo o processamento termoquímico do lodo de estações de tratamentos de esgotos (ETEs). De acordo com Carlos Baldi, presidente da Energia Pecém, o carvão híbrido poderá reduzir a emissão de CO2 entre 20% e 45%. Essa faixa está diretamente relacionada à proporção de biocarvão incorporada ao Energia Pecém firmou memorando de entendimento com a Uece para investimento de R$ 2,5 milhões em pesquisas envolvendo a produção de carvão híbrido, ou biocarvão, a partir da biomassa do coco Foto: Divulgação

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