e-revista Brasil Energia 494

102 Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 termelétricas O otimismo para desenvolver a fonte, com o atributo importante de saneamento ambiental, consta das metas 8 e 9 do Planares, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, instituído em 2022 pelo decreto 11.043, que foi elaborado à época para ajudar na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a PNRS, de 2010, que considera a recuperação energética como uma das soluções para a gestão adequada. Na meta 8, há indicações do que pode (e deve) ser feito com biogás gerado em aterros. Com a digestão anaeróbica de resíduos orgânicos em biodigestores, o alvo é estimular projetos até 2040 que agregariam 69 MW de potência instalada. Já com a captação direta de biogás dos aterros, a contratação de potência seria maior, de 259 MW. Na meta 9, voltada para os grandes projetos de usinas de recuperação energética, as UREs, que usam queima direta dos rejeitos dos aterros – a parte inservível para reciclagem –, o Planares vai mais longe. Com o equivalente a 14,6% Energia para sanear o lixo é viável no Brasil? Se depender do que está no Planares, a recuperação energética de resíduos sólidos urbanos (RSU), com geração termoelétrica, tem futuro promissor. Mas por que o Brasil avança lento neste quesito de saúde pública? | POR MARCELO FURTADO |

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=