e-revista Brasil Energia 494

Como sabemos, aços inoxidáveis apresentam diferentes resistências à corrosão baseadas na tolerância ao teor de cloretos onde a resistência à corrosão é preservada. Os elementos cromo, nitrogênio e molibdênio são os que mais influenciam na resistência à corrosão localizada. Quanto maior a concentração destes elementos, maior será a resistência à corrosão, conforme equações abaixo. Baseado nestas equações, é possível listar um ranking de resistência à corrosão de cada um dos inox utilizados. Dois critérios foram utilizados para avaliação dos racks: o aspecto visual ou corrosão cosmética e integridade estrutural, vital em plataformas de petróleo. A imagem apresenta a aparência das amostras do rack 1 após 2 anos de exposição atmosférica. Este rack ficou no segundo nível da plataforma, o local mais agressivo para os aços inoxidáveis. Esse resultado diverge do que foi mostrado na classificação geral, onde o rack 2 apresentou o pior resultado, sendo as principais causas desta divergência o diferente comportamento entre materiais ativos como o aço carbono e passivos como o inox e a atmosfera de exposição na qual as normas se baseiam. Verificamos também que o aço 317L apresenta o melhor aspecto visual, seguido pelo 2205. Esta classificação difere do ranking PRE apresentado anteriormente devido à menor rugosidade superficial do 317L, que também possui influência direta na resistência à corrosão. Rack 1 Como resultado da perfilometria das amostras de aço inox do rack 1, verificamos que quanto maior a profundidade e a sua concentração, pior o resultado, sendo a profundidade de pites o parâmetro mais relevante, responsável pela falha nas aplicações. Aços Inoxidáveis austeníticos PREN =%Cr + 3,3%Mo + 30%N Aços Inoxidáveis duples PREN = %Cr + 3,3%Mo + 16%N Aços Inoxidáveis ferríticos PRE = %Cr + 3,3%Mo ASTM - A240 2205 317L 2304 316L 444 304L 439 PRE 35 30 25 25 23 20 17 ____________________________________________ Historicamente, processos corrosivos estão entre os principais desafios para a indústria de O&G ao redor do mundo. Perdas de produtividade, riscos à segurança, custos de manutenção e impacto ambiental são apenas alguns dos problemas que movem petroleiras e fornecedores na busca contínua de soluções para a manutenção da integridade operacional e estrutural de equipamentos. Assim, buscando aprimorar processos de prevenção e controle, introduzindo aços inoxidáveis em aplicações TOP side, a APERAM, player global com capacidade de produzir 2,5 milhões de toneladas, apresenta um estudo sobre a influência do ambiente marinho nos resultados de corrosão atmosférica em diferentes tipos de aços inoxidáveis e carbono. Para realização do estudo, foram instalados 4 racks de amostras, sendo cada um deles composto pelos seguintes aços inoxidáveis: 439, 444, 304L, 316L, 317L, duplex 2304, duplex 2205 e aço carbono A283 sem revestimento, com revestimento e com revestimento arranhado intencionalmente. Todas as amostras foram cortadas nas dimensões de 150 x 100 milímetros e tiveram suas bordas lixadas (lixa 320) para remover eventuais resíduos de corte e reduzir a rugosidade do local. A superfície das mesmas foi mantida como recebida nas duas fileiras horizontais superiores, exceto para o aço carbono que teve revestimento aplicado. Nas duas fileiras horizontais inferiores, as amostras passaram por um processo de solda autógena com posterior decapagem, exceto para o aço carbono. Racks 1 e 2 foram instalados numa plataforma de petróleo localizada em alto mar a 20 km da costa em 2 níveis diferentes: a 12 e a 8 metros de altura da lâmina d’água, respectivamente. Racks 3 e 4 foram instalados numa unidade produtora de gás em terra firme, a 300 e a 1000 metros de distância do mar, respectivamente. Resultados Após 2 anos de exposição atmosférica, todas as amostras foram fotografadas e analisadas visualmente antes de qualquer limpeza. Como resultado, racks instalados na plataforma em alto mar apresentaram classificação mais severa do que aqueles instalados em terra firme próximo ao mar. Destacando que a classificação geral da corrosividade de cada rack foi realizada de acordo com a Norma ISO 9224, sendo que a categoria C1 é a menos corrosiva e a CX é a mais corrosiva. Esta medição leva em conta a taxa de corrosão generalizada de um metal ativo, como o aço carbono. Os aços inoxidáveis não foram considerados nesta etapa, pois são metais passivos e os resultados podem apresentar divergências. Resistência à corrosão dos diferentes tipos de aços inoxidáveis APERAM realiza estudo sobre corrosão atmosférica de novos materiais junto à Petrobras

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