e-revista Brasil Energia 494

Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 99 aplicativos como Uber e 99. A entrega rápida em centros urbanos também mostra viabilidade. “Os investidores precisam de um retorno sobre o investimento e uma receita constante. Não adianta instalar carregadores se não houver demanda”, resume Francisco Scroffa, principal executivo da Enel na área de serviços não-regulados. De acordo com ele, a receita de sucesso envolve a segmentação de mercado, com foco nos nichos onde haja recorrência de uso e frequência de carregamento. O principal deles são os ônibus elétricos que, em grandes cidades, rodam em média de 200 km a 300 km por dia. Embora possam ter um custo inicial maior, a eficiência sobre os veículos a diesel – especialistas falam em uma média de 70% – garantiria a viabilidade. O custo das baterias – em média 50% do valor dos elétricos – é um dos fiéis da balança, mas tende a cair, na avaliação dos técnicos. A experiência em campo, principalmente em São Paulo, indica também como desenhar um modelo sustentável. No final de janeiro, a cidade tinha 428 ônibus elétricos em operação, além de 201 trólebus, eletrificados por um sistema de rede aérea. Ainda são menos de 10% da frota de mais de 15 mil da metrópole. Marcel Martin, diretor geral no Brasil do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT), argumenta que o modelo paulistano entre a prefeitura e os operadores de frota de ônibus é ganha- -ganha. Os dados estão no relatório Implantação de Ônibus Elétricos na CidaÔnibus elétricos em circulação em São Paulo: alta rodagem diária e maior eficiência sobre veículos a diesel garantem viabilidade da tecnologia Foto: Sidney Santos/SPTrans

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