Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 13 Etanol, no ranking dos combustíveis da transição, continua como de interesse da Petrobras? Está sim nos planos desse quinquênio voltar para a produção de etanol. Estamos analisando parcerias. E a eletrificação das plataformas também continua no radar? Temos alguma coisa, mas está no nível ainda de projetos de pesquisa e desenvolvimento. A exploração da Margem Equatorial já é uma realidade? Eu sou otimista. Nunca pensei que a margem não fosse sair. Eu só penso que ela, para sair, precisa de muita dedicação, empenho e persistência. A Petrobras entregou tudo que o Ibama pediu. Estamos seguros. Não há razão, pelo nosso ponto de vista, para essa licença não ser dada. A gente continua otimista em perfurar a margem e acreditamos que ela vai dar bom resultado. Dá para esperar algo parecido com o pré-sal na Foz do Amazonas? O pré-sal é único. Mas dá para esperar coisa boa. No pré-sal, a existência de 50 bilhões de barris não é improvável. Já na Guiana, são 11 bilhões de barris. Na Namíbia, o mesmo. Então, acho que a Margem Equatorial pode ficar por aí, o que é maravilhoso. E qual a sua expectativa para o restante da Margem Equatorial, além da Foz do Amazonas? O restante da Margem Equatorial vamos ver ainda. Estamos estudando. Os resultados do Rio Grande do Norte foram positivos, mas não foram dessa ordem. A aposta maior é, realmente, a Bacia da Foz do Amazonas. Por enquanto, sim. Qual será o plano da Petrobras, se o bloco 59 der seco, após tanto esforço pelo licenciamento? A gente tem oito poços para perfurar na Foz. Mas eles não têm licença… A gente já deu entrada nos processos de licenciamento ambiental dos outros sete. Os relatórios já estão no Ibama. Acredito que saindo a primeira licença, as demais serão mais fáceis. Também acredito nisso. Diante de investimentos tão vultosos, porque continuar no onshore, especialmente na Bahia? Esse é um ponto que nós vamos ter que voltar a olhar, porque a gente tem que reconhecer que o cenário mudou muito. E temos que reconhecer também que existem empresas capazes de operar isso em benefício da sociedade brasileira. Se a gente não conseguir entregar, e isso vai ser analisado no plano de negócios, certamente, vamos procurar quem possa. A ideia seria procurar quem possa com vocês ou desinvestir? Não está ainda decidido isso. Vai ser resultado de análise.
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