54 Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 distribuição outra forma: as distribuidoras poderiam usar as informações de medições, faturamentos e perfis de carga para identificar onde, quando e qual perfil de consumidor está furtando energia. Apesar de ser uma iniciativa real em algumas concessionárias, a inteligência de dados ainda é subestimada, principalmente nos casos mais críticos que envolvem a segurança pública no Rio de Janeiro. A blindagem da rede, por outro lado já é mais comum. Essa ação torna mais difícil o furto de energia, como acontece na Colômbia e na Índia. “Nas Filipinas, mesmo com tarifas caras e uma segurança pública muito incisiva, a blindagem simples dos cabos deu muito certo. A medição remota e acima dos postes também é adotada”, detalha. Apesar dos avanços, Ângela reconhece que há casos extremamente singulares no Brasil, como o da Amazonas Energia, onde a perda real chega a 123%, mas o valor regulatório, ou seja, a perda de fato reconhecida pela Aneel, é de 58%. Na avaliação da especialista, os desafios da distribuidora nortista envolvem vários fatores: um estado institucionalmente fragilizado, onde há furtos de energia registrados até na Zona Franca de Manaus, até políticos defendendo o não combate ao furto. A distribuidora Amazonas Energia registrou, em 2024, o maior índice de perdas não técnicas do país, segundo dados da Aneel Divulgação/Amazonas Energia
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