e-revista Brasil Energia 496

A grande expectativa do setor elétrico no momento é a divulgação pelo Ministério de Minas e Energia da consulta pública do Leilão de Reserva de Capacidade – LRCAP, para que o certame seja realizado ainda em 2025. O LRCAP viabiliza a contratação de potência requerida pelo SIN, através de fontes de geração despachadas centralizadamente. Merece destaque a inovação promovida pelo MME admitindo a participação de empreendimentos de geração termelétrica utilizando biocombustíveis. Essa é mais uma iniciativa para consolidar a liderança do país na produção de etanol e biodiesel e na transição energética. O planejamento dessa demanda é suficiente para a mobilização de toda a cadeia de produção de biocombustíveis e assegurar o suprimento do mercado. Em 2024 foram produzidos no Brasil 9,1 bilhões de m³ e no Nordeste, 0,81 bilhões de m³ de Biodiesel, ou seja, essa indústria tem elevada capacidade de produção e flexibilidade para atender toda a demanda nacional, incluindo a operação flexível de novas termelétricas a biodiesel. Com relação ao Etanol, o Brasil tem atualmente uma capacidade de produção de 9,1 bilhões de litros por ano, com a seguinte distribuição por região em bilhões de litros/ano: Norte (0,40), Nordeste (0,79), Centro-Oeste (3,63), Sudeste (0,57) e Sul (3,72). O etanol será uma alternativa promissora para geração de energia elétrica, dispondo de toda a logística de suprimento, produção e tancagem e em caso de demanda assegurada, a indústria tem capacidade de aumentar a produção para atender também, junto com o biodiesel, as necessidades do setor elétrico. A Wärtsilä está desenvolvendo motores a etanol para geração térmica, e os primeiros testes serão realizados na Usina Termelétrica Suape II, em Pernambuco. Esse projeto inovador busca avaliar o etanol como alternativa sustentável para substituir combustíveis fósseis, como óleo combustível e gás natural. O Brasil está planejando na área de geração energia elétrica, uma menor emissão de Gases de Efeito Estufa importante para a transição energética. O nível médio de emissões estimada de CO₂ (kg/MWh), por tipo de combustível: Eólica (10–20); Solar Fotovoltaica (20–50);100% Biodiesel (B100) (20–80); Etanol (10–40); Gás Natural (400–500), reflete a acertada decisão tomada pelo MME. Os combustíveis líquidos (Biodiesel e Etanol) podem ser armazenados em grandes quantidades e atender a demandas com mínimo tempo de resposta, assegurando enorme flexibilidade ao sistema elétrico. Destaca-se que essas fontes, limpas e renováveis, não carecem de quaisquer subsídios para custeio da infraestrutura de produção ou logística. O MME terá um enorme desafio no LRCAP, garantir o sucesso do leilão ao propor as alternativas que atendam aos propósitos de aquisição de potência, segurança elétrica e operacional com menor custo para o consumidor. Existem pelo menos duas alternativas a serem consideradas, a primeira, com apenas um produto termelétrico, Biocombustíveis termelétricos O planejamento dessa demanda é suficiente para a mobilização de toda a cadeia de produção de biocombustíveis e assegurar o suprimento do mercado Este artigo é parte integrante da Série Especial “Ações em Transição Energética”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de Fictor Energia

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=