e-revista Brasil Energia 496

66 Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 transmissão mente ajuda a identificar entraves e evitar atrasos”, reforça. Na lista da diretora, outro ponto chave é que a área de engenharia da concessionária esteja integrada com os especialistas internos e com os consultores ambientais. Isso faz com que premissas ambientais, que podem minimizar impactos, sejam adotadas desde as primeiras etapas de projetos. Entram nessa linha de pensamento a avaliação de diversas alternativas de traçado e tecnologias que minimizam impactos físicos, bióticos e socioeconômicos. “O ideal é que o projeto seja ajustado ao território e não o contrário”, explica Mayla. Goulart lembra que análises prévias de viabilidade socioambiental para leilões não têm segredo. Como a Aneel delimita um corredor de até 10 km (5 km para cada lado) no trajeto das linhas de transmissão, o trabalho dos técnicos é acessar as bases públicas de órgãos como Iphan, ICMBio e Incra para identificar áreas sensíveis (comunidades quilombolas, terras indígenas, unidades de conservação) e os órgãos intervenientes que devem ser acionados. A tecnologia também entra nessa jornada desde o começo, caso das fotos de campo georreferenciadas, garantindo a localização exata de cada ponto de estudo. Projeto Marituba, da Sterlite, no Pará: empresa indiana já adotou modelagem preditiva com imagens em linha de 2.000 km para tornar o licenciamento mais eficiente Foto: Divulgação/Sterlite

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