e-revista Brasil Energia 497

Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 37 das ferrovias na matriz de transporte, há uma redução anual nas emissões de GEE de cerca 2 milhões de toneladas – o que equivale ao total de carbono sequestrado anualmente por uma floresta de árvores nativas do tamanho da região metropolitana de São Paulo.” Segundo a ANTF, as suas associadas adotam medidas com o objetivo de reduzir os impactos de suas atividades na mudança climática. Entre as iniciativas estão a modernização da frota de locomotivas, com a incorporação de ativos mais eficientes e desmobilização de ativos com pior eficiência energética, a utilização de combustíveis renováveis nas locomotivas e o desenvolvimento de projetos de eficiência energética nas concessionárias. As empresas do setor também estão dedicando-se a testes com combustíveis menos poluentes. Há estudos envolvendo o uso do óleo vegetal hidrotratado (HVO), etanol e amônia, além de testes com locomotivas movidas a bateria elétrica. Metrô, descarbonização urbana “Quando se trata do setor metroferroviário, costumo dizer que nós não fazemos a transição climática; nós somos a solução climática. Por quê? Porque somos um setor extremamente descarbonizado”. Com a frase, Ana Patrizia Lira, diretora-executiva da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANP Trilhos), costuma resumir como a associação, que congrega quase a totalidade das operadoras metroferroviárias de passageiros do país, enxerga o papel deste segmento na transição energética. A executiva lembra que os metrôs, trens urbanos e outras formas de transporte sobre trilhos nas cidades, além de serem totalmente eletrificados, oferecem como benefício tirar ônibus e automóveis, movidos a combustíveis fósseis, das ruas, o que, além de contribuir para reduzir os engarrafamentos, proporciona uma significativa redução das emissões de poluentes. A associação calcula que, no ano passado, os benefícios oferecidos pelo transporte metroferroviário atingiram um montante de R$ 33,6 bilhões para a sociedade, considerando-se ganhos sociais, ambientais e econômicos. Entre esses ganhos, está a redução de emissões de 2,4 milhões de toneladas de poluentes, uma economia de 1,2 bilhão de litros de combustível fóssil no transporte de passageiros e a redução de 1,5 bilhão de horas economizadas nos deslocamentos diários pelas grandes cidades. A ANPTrilhos calcula que a retirada de ônibus e carros das ruas, substituídos por trens urbanos, metrôs e outras formas de transporte sobre trilhos, resulta em uma redução do de custo Quem é fonte nesta matéria ELLEN MARTINS, diretora de Governança e Sustentabilidade da ANTF ANA PATRIZIA LIRA, diretora-executiva da ANP Trilhos

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