e-revista Brasil Energia 497

38 Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 mobilidade operacional de R$ 11,7 bilhões. Também estão incluídos nesses cálculos a redução de custos com acidentes, de R$ 432 milhões. Segundo dados da ANPTrilhos, os sistemas metroferroviários registraram, no ano passado, um crescimento de 3,6% na demanda, com o transporte de 2,57 bilhões de passageiros. Mas um dado mostra que houve um retrocesso nessa frente. “Uma pesquisa realizada em 2017 sobre a forma como as pessoas eram transportadas mostrou que 50% era individual e 50% era feito de forma coletiva. Quando essa pesquisa foi repetida agora, vimos que 64% do transporte era individual contra 30% de coletivo”, disse Ana Patrizia. A ANPTrilhos defende um novo marco regulatório para o setor, incentivos para projetos de modernização e ampliação da malha ferroviária e a criação de políticas públicas voltadas à mobilidade integrada como forma de ampliar a sua presença e, com isso, a descarbonização dos transportes. MRS: aposta no biodiesel A MRS Logística, que administra uma malha ferroviária de 1.643 quilômetros em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, está realizando testes com o biodiesel em suas locomotivas como parte dos esforços para descarbonizar suas atividades. A operadora tem como meta reduzir em 15% a intensidade de emissões até 2035, o que implica atingir um índice de intensidade de emissões de 8,10 gCO2e/TKU até essa data, considerando-se os escopos 1 e 2. “Para atingir esse objetivo, temos atuado em iniciativas e estudos envolvendo biocombustíveis, locomotivas mais eficientes e melhoria da eficiência energética”, afirma Nathalia Scaldini, gerente de Sustentabilidade/ESG da MRS. No caso específico do biodiesel, a companhia adota a mistura de 14% do combustível ao diesel em suas locomotivas, cumprindo as exigências da legislação. Mas já realizou testes estáticos com o objetivo de avaliar a confiabilidade do funcionamento das locomotivas utilizando 100% de biodiesel (B100). “O teste permitiu obter dados essenciais para avaliar possíveis operações futuras mais confiáveis e eficientes”, disse Nathalia. A MRS Logística também busca fomentar, junto a fornecedores e parceiros, o desenvolvimento de soluções que possam ser aplicáveis às suas MRS adota mistura de 14% de biodiesel em suas locomotivas e faz testes para usar 100% do biocombustível

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