e-revista Brasil Energia 497

Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 39 operações. Segundo a companhia, foram adquiridos turbos Hedemora, componentes essenciais das nossas locomotivas, que deverão reduzir o consumo de combustível em cerca de 0,5%. A empresa também incorporou à sua frota locomotivas do modelo ES44, 5% mais eficientes que o modelo AC44i no consumo do combustível. Os esforços vêm surtindo resultados. “Em 2024, foi registrada uma redução de 2,9% nas emissões de GEE por unidade de produção, levando em consideração os escopos 1 e 2. Já nas emissões absolutas (totais), considerando escopos 1, 2 e 3, a redução foi de 4% se comparado ao ano de 2023, mesmo com aumento de volume registrado no ano. Ou seja, transportamos mais, emitindo menos gases do efeito estufa”, comemorou a gerente. Rumo: tecnologia e eficiência Maior operadora privada de ferrovias de carga do país, a Rumo se vê como uma alavanca de descarbonização dos mercados que atende, considerando-se que o modal ferroviário emite bem menos CO2 do que o transporte rodoviário. Em 2024, a Rumo movimentou 79,8 bilhões de TKU, o que representou não apenas um ganho em eficiência, mas também em sustentabilidade: a empresa obteve redução de 3,3% nas emissões específicas, evitando a emissão de aproximadamente 6,9 milhões de toneladas de CO2, considerando o volume que seria transportado por rodovias. Dados do Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável apontam que a participação do modal ferroviário na matriz logística nacional pode saltar de 16% para 33% até 2050, com ganhos significativos de eficiência e sustentabilidade. Segundo a Rumo, a expectativa, dentro desse cenário, é que ocorra uma modernização da frota com adoção de sistemas híbridos em 60% das locomotivas, ampliação do uso de biocombustíveis — como biodiesel, diesel verde e etanol —, além da expansão de rotas de baixo carbono. A empresa lembra que fabricantes do setor ferroviário já vêm estudando alternativas para o desenvolvimento de novas frotas com sistemas de motorização mais eficientes, visando ampliar os índices de desempenho energético e reduzir a pegada de carbono. Foto: MRS Logística

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