32 Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 bioenergia hidrelétricas (quase 60%) e termelétricas movidas a fontes fósseis (cerca de 6%). No estado, a geração fotovoltaica corresponde a menos de 13% da capacidade do parque gerador e a energia eólica não aparece nas estatísticas. Outro benefício é o fato de pouco mais de 94% da oferta de energia no estado ser proporcionada por fontes renováveis. Jaime Verruck , secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, destaca também que o Mato Grosso do Sul é um ‘exportador’ de energia elétrica para o sistema. “Apenas 50% da energia que produzimos é consumida aqui.” A produção de energia a partir da biomassa no Mato Grosso do Sul está vinculada à atividade dos setores sucroenergético e de papel e celulose. Os dois segmentos têm como uma de suas características proporcionar a oferta de energia praticamente o ano todo. No caso das usinas de etanol, embora a safra tenha um período de alguns meses, a oferta de bagaço garante a produção de energia elétrica o ano todo. No segmento de papel e celulose, as plantas costumam parar apenas 10 dias por ano. Segundo dados da Unica, até março desse ano a biomassa da cana (bagaço e palha) garantia 70,1% da potência instalada de toda biomassa, com 12.670 MW instalados, dividida por 428 unidades em operação comercial. Já o licor negro, resultante do processo de fabricação de celulose, era utilizada em 23 plantas com um total 3.719 MW. Na sequência, os resíduos florestais eram utilizados em 77 unidades, com 889 MW. Mesmo diante desse panorama já favorável, o governo sul-matogrossense continua buscando estimular o aproveitamento da biomassa para a produção de energia. O estado conta com oferta abundante, considerando, por exemplo, o bagaço e a palha da cana-de-açúcar e a madeira, entre outros. Para estimular os projetos, o estado criou no início dessa década o Programa MS Renovável, que oferece benefícios fiscais para a geração de energia a partir de fontes renováveis. Usina da Suzano em Ribas do Rio Pardo, de 384 MW, movida a licor negro Foto: Divulgação
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