e-revista Brasil Energia 498

56 Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 nuclear com fator de entrega que é próprio da energia nuclear”, resume. “As fontes renováveis com baterias são consideradas apenas acumuladores temporários e não de energia primária. Além disso, podem gerar harmônicos e outros inconvenientes”. Cunha lembra que a energia nuclear tem um fator de capacidade de 92%, muito superior ao da energia solar (30%) e eólica (40%). Essa alta eficiência seria uma das vantagens para garantir a constância do fornecimento que os data centers precisam. A questão é: o Brasil estaria preparado para suprir os data centers com esse tipo de geração? O presidente da Abdan reconhece que o país não possui usinas prontas até 2027, que possam suprir adequadamente a demanda dos data centers, nem mesmo com uma combinação de térmicas a gás. Ele lembra, porém, que houve a sugestão de que Angra 3, uma usina de 1,4 GW, poderia ter um data center construído ao seu lado. Nesse modelo, o centro de dados faria parte da modelagem financeira do empreendimento. “Seria uma solução para reforçar o reconhecimento da capacidade nuclear em atender a essa demanda específica”, explica. Os pequenos reatores modulares, já citados, são uma opção mais viável. Cunha explica que, nos Estados Unidos, por exemplo, os SMRs estão sendo integrados em usinas descomissionadas para suprir data centers. Entre os diferenciais desse tipo de reator estariam a adaptabilidade e a segurança intrínseca. Na sua análise, além de intrinsecamente seguros, os SMRs são passivos, extremamente avançados e altamente flexíveis. A tecnologia pode ainda ser usada para descarbonizar indústrias coMina de Urânio em Caetité (BA): Brasil oscila entre a sexta e a sétima maior reserva de urânio do planeta Foto: Divulgação/INB

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