e-revista Brasil Energia 501

Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 85 que avalia e qualifica um projeto. Quando qualificado, ele ganha status de prioridade nacional pela lei do PPI e permite que a equipe técnica atue no destravamento de eventuais gargalos – licença ambiental, contato com instituições estaduais para execução imediata de obras. O conselho emite uma resolução que é convertida num decreto presidencial. Projeto qualificado é um projeto estratégico com prioridade nacional. Para 2026 são R$ 334 bilhões em investimentos previstos. O que deve ganhar protagonismo na área de energia? O setor de óleo e gás tem uma peculiaridade: fazemos a rodada e apontamos o resultado do bônus – que não é investimento – e o resultado do investimento do programa exploratório mínimo (PEM), que foi da ordem de R$ 1,5 bilhão no último ciclo da OP de concessões. Se houver descoberta na exploração, o investimento para o desenvolvimento do campo é muito maior, mas como esse número depende do risco exploratório, não consolidamos no PPI. No PAC você encontra a quantidade de investimentos do setor, com várias plataformas, infraestrutura de gás, entre outros. Para ter ideia do impacto, um FPSO gira em torno de US$ 4 a 5 bilhões, mas ele é só 1/3 do capex de um projeto. Se incluir o subsea e os poços, chega a U$ 8 a 10 bilhões. Um campo como Búzios, que vai ter mais 12 plataformas, representa investimento de mais de U$ 100 bilhões Qual a expectativa para o primeiro leilão de gás da PPSA? Este leilão está num grupo de projetos decorrentes do programa Gás para Empregar. O volume de gás da PPSA não é gigantesco, o objetivo é que, fazendo esse leilão, seja gerado um sinal de preço menor. A ideia é dar um sinal de preço de mercado mais competitivo, que pudesse ser direcionado para a indústria petroquímica, sobretudo fertilizante. O que está faltando para o setor de gás sair do nó, com produção recorde, mas reinjeção maior que o consumo e demanda que não cresce há 10 anos? No Nordeste onshore existe quase consenso de que houve bastante avanço e os preços foram reduzidos. No Sudeste, estamos muito presos ao pré-sal, com a questão da reinjeção. Mas a Rota 3 está entregando agora 21 milhões de m3/ dia, Raia vai acrescentar 16 milhões de m3 e SEAP tem expectativa de 18 milhões. Para 2029, 2030, vamos ter pelo menos 30% de expansão de oferta. A condição natural é que o preço reduza. Muita gente acredita que essa demanda não cresce porque a oferta não se coloca. A partir do momento que a Rota 3 entrou, não estamos vendo sobrar gás – alguém está absorvendo. Vários setores podem absorver, a questão toda é o preço. E o que fazer para termos preços competitivos, considerando a cadeia de gás da produção até a oferta? É preciso avaliar todos os elos da cadeia. O gás sai da FPSO em torno de U$ 2 a 3 por milhão de BTU, vai pelo escoamento onde é cobrado em torno de mais U$ 2, chega no processamento, que cobra mais U$ 2 a 3 – o gás já sai custando algo entre U$ 8 e 9 . Do transporte até a distribuidora, são mais US$ 2, de mo-

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