Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 133 Presente no Brasil desde 2008, a canadense Pason precisou navegar pelas fortes crises da última década, mas encontrou na consolidação das operadoras independentes o cenário ideal para a sua revitalização. Durante o IBEM 2026, Ricardo Guedes, Country Manager da Pason no Brasil, detalhou como o reaquecimento do mercado onshore levou a companhia a renovar sua frota de sistemas de automação e dados para sondas de perfuração. Em entrevista, Guedes abordou as estratégias para superar a escassez de mão de obra qualificada no interior do país e projetou um horizonte de crescimento focado na meta de dobrar a extração terrestre nacional até 2030. Principais trechos da entrevista: • Revitalização impulsionada pelo onshore: Com a revitalização do mercado terrestre brasileiro, a empresa passou de cerca de 3 sistemas instalados para atuar hoje em aproximadamente 25 sondas ativas com suas tecnologias no país; • Parceria com operadoras independentes: A companhia focou sua tecnologia e sistemas de operação nas empresas que assumiram os campos maduros após os desinvestimentos da Petrobras. Atualmente, a Pason fornece serviços para quase todas as independentes, citando parcerias com a PetroRecôncavo, Brava, Imetame, Carmo Energy e PRIO; • Versatilidade para a Margem Equatorial: As soluções da empresa também atendem campanhas offshore, como na Margem Equatorial. No entanto, no ambiente marítimo, é comum que a tecnologia entre como um sistema de redundância; • A escassez de mão de obra qualificada: Como as sondas geralmente operam O country manager da Pason no Brasil, Ricardo Guedes, afirma que as independentes são o maior mercado da companhia e não descarta a possibilidade de estar na Margem Equatorial ASSISTA a vídeo-entrevista Pason aposta no aumento da perfuração no Brasil • Legislação “caduca” sobre resíduos (NORM): Há um grande atraso legislativo no trato com Materiais Radioativos de Ocorrência Natural (NORM), comuns nas operações de mineração e exploração de petróleo. Cunha cita que, enquanto nos Estados Unidos a lei permite reinjetar esses materiais diretamente nos poços de petróleo, no Brasil a legislação não permite essa solução prática, evidenciando a urgência de atualizar a regulação; • Percepção Pública e Educação: O índice nacional de aprovação à energia nuclear é de 34%, o que o presidente da Abdan atribui à falta de conhecimento da população. No entanto, em municípios vizinhos ao complexo nuclear, como Angra dos Reis, Mangaratiba e Paraty, o índice de aceitação dispara para 76%. Segundo Cunha, o contato direto e a educação tornam a população local imune à desinformação.
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